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“Maratonízia”, aos 39: “Enquanto tiver com uma perna, vou estar lá dentro”, diz Adenízia

Aos 39 anos, Adenízia fala sobre aposentadoria, lesões e paixão pelo vôlei após ser MVP e campeã da última Superliga com o Praia Clube
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Campeã olímpica, capitã do Dentil Praia Clube e MVP da última Superliga, Adenízia chega aos 39 anos com fome de bola. Apelidada de “Maratonízia” pelas corridas pela quadra durante as efusivas comemorações, a central deixou claro que a aposentadoria ainda não faz parte dos planos.

“Enquanto tiver com uma perna, vou estar lá dentro”, diz Adenízia

Durante o lançamento da Superliga 2026/27, em São Paulo, a jogadora explicou o que ainda a motiva depois de uma carreira marcada por títulos no Brasil, uma passagem pelo vôlei italiano e a conquista do ouro olímpico.

“É a minha paixão pelo voleibol. Eu falo para as meninas que o dia que acabar esse friozinho no estômago, essa vontade de competir, eu vou me aposentar. Então, enquanto tiver isso, eu vou estar aqui.”

Os cuidados que a idade exige

A vontade de permanecer em quadra, porém, exige cada vez mais atenção ao corpo. Adenízia reconheceu que precisou aprender a respeitar os momentos de descanso depois dos problemas físicos enfrentados nas últimas temporadas.

“A dificuldade é poupar. Eu tenho essa dificuldade, mas aprendi ano passado, depois de várias lesões.”

Mesmo depois das lesões, a disposição para competir permanece. Ao falar sobre os cuidados necessários nesta fase da carreira, Adenízia resumiu de maneira bem-humorada até onde pretende ir.

“Enquanto eu tiver com uma perna, eu vou estar lá dentro. Isso é a minha paixão. É estar lá dentro, é correr a quadra, é vibrar, é chamar as meninas, é irritar o adversário.”

Apelido carinhoso

A intensidade ajuda a explicar o apelido “Maratonízia”. A atleta é conhecida pelas comemorações efusivas com corridas pela quadra.

O assunto também virou brincadeira durante o lançamento da Superliga. Ao ouvir que as companheiras precisariam estar preparadas para seus abraços fortes, Adenízia respondeu, entre risos:

“Vou até matar uma.”

O Praia é o atual campeão da Superliga Feminina (Bruno Cunha/Divulgação)

Liderança na reação do Praia

Na última temporada, Adenízia também teve papel importante fora das estatísticas. Capitã, tornou-se uma das referências do elenco durante o período de pressão vivido pelo Praia no início do trabalho de Rui Moreira.

A equipe reagiu ao longo da Superliga, eliminou Sesi Bauru e Sesc RJ Flamengo nos playoffs e chegou à decisão contra o Gerdau Minas. No Ginásio do Ibirapuera, o Praia venceu o rival por 3 sets a 0 – parciais de 29-27, 25-21 e 25-13 – e conquistou o terceiro título de Superliga de sua história.

Adenízia encerrou a campanha com duas premiações individuais: foi eleita MVP da Superliga 2025/26 e também a melhor central da competição.

Três títulos de Superliga e um ouro olímpico

A longevidade de Adenízia também aparece na lista de conquistas. A central construiu grande parte da carreira no Osasco e conquistou pelo clube suas duas primeiras Superligas, nas temporadas 2009/10 e 2011/12.

Com a Seleção Brasileira, viveu um dos maiores momentos da carreira nos Jogos Olímpicos de Londres-2012, quando conquistou a medalha de ouro.

Adenízia também atuou no Scandicci, da Itália. Depois de retornar ao Brasil, defendeu o Sesi Bauru antes de chegar ao Praia Clube. Na temporada 2025/26, voltou ao topo da Superliga. O título com o Praia foi o terceiro de sua carreira na competição e encerrou um intervalo de 14 anos desde a segunda conquista.

O Praia Clube estreia na Superliga Feminina 2026/27 no dia 20 de outubro, às 21h, contra o Pinheiros, em Uberlândia. A partida terá transmissão do sportv2.

 

Tags: AdeníziaDentil/Praia Clube

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