Neste sábado, antes do embarque, Zé Roberto falou sobre Ana Cristina na entrevista exclusiva ao Web Vôlei. O técnico admite que a ponteira fez falta no último Mundial, mas elogiou o momento vivido por ela na Turquia. O técnico, inclusive, esteve no país europeu semanas atrás e conversou com a ponteira e os pais.
– Todas essas opções são escolhas e fazem parte de cada uma. Eu não posso falar se ela acertou. Eu senti muita falta dela. Acho que ela poderia ter nos ajudado muito no Mundial. Mas era o momento que ela estava vivendo e isso a gente tem de respeitar. Falei isso com os pais dela quando nos encontramos agora na Turquia – revelou o técnico.
Em 2022, Ana Cristina chegou a atuar durante a Liga das Nações, mas sem se firmar como titular. E o técnico falou sobre as decisões tomadas na ocasião.
– No ano passado, ela não chegou mal, mas não estava jogando, estava no banco o tempo todo, sem ritmo e chegou na Seleção com expectativa alta. E ela chegou e foi para o banco. E a Seleção é assim. Tenho de pensar na Ana, em dar ritmo para ela, para jogar quem estiver melhor. Na terceira etapa, tiramos a Lorenne e a Ana Cristina do elenco, porque achamos que a Ana precisava treinar mais para jogar. No jogo, você diminui a parte física e o tempo de treino. Naquela semana, a gente colocou a Ana para fazer peso todo dia, treinar uma hora a mais de bola, treinando forte, saque, coisa que ela não iria fazer se estivesse na etapa. Na fase final, quando ela veio de volta, jogou o que jogou contra Itália na saída.
Sobre a ausência de Ana Cristina, Zé Roberto lembrou das baixas também de Diana (cirurgia ortognática) e Julia Bergmann (volta para estudar nos Estados Unidos). E admite que as ponteiras fizeram falta.
– Eu senti muito porque acho que poderiam ter ajudado. Não tínhamos a Diana também, mas as “Carols” (Gattaz e Carolana) estavam muito bem, enfim, tínhamos a Julia (Kudiess), a Lorena… Mas as duas ponteiras poderiam ter ajudado mais pelo numero de opções que a gente poderia ter. Senti demais, foi uma pena, mas respeito. Acho que ela teve o seu tempo. E o mais legal. Ela me disse: “Zé, estou pronta pra jogar, quero muito estar junto com o time, é o meu time, meu sonho. Você sabe disso”. Pronto, isso é que é o importante. Ela está feliz e mostrou pelo Fener uma uma personalidade incrível. Ela segurou em alguns momentos quase sozinha durante toda a trajetória. Quando estava jogando a Lazareva a coisa não estava encaixada. Quando a Vargas chegou, as duas (Ana Cristina e Fedorovtseva) cresceram mais, porque o jogo ficou mais distribuído. Para a Ana foi muito importante tudo o que aconteceu. Ela foi colocada à prova, passou por momentos difíceis, superou e foi uma das melhores do time, campeã turca com méritos. E a Macris também ajudou. Foi ótimo – finalizou Zé Roberto (confira a íntegra da entrevista abaixo).