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Aos 40, Lucão transforma longevidade em inspiração dentro e fora das quadras

Aos 40 anos, o central Lucão segue como um dos pilares do Sada Cruzeiro, atual líder da Superliga masculina
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Aos 40 anos, o central Lucão segue como um dos pilares do Sada Cruzeiro. Campeão olímpico e dono de uma carreira marcada por títulos, o jogador continua sendo peça importante em um time que lidera a Superliga masculina, com 47 pontos e 15 vitórias em 18 jogos.

Em meio a um calendário intenso e após derrotas recentes em decisões como a Copa Brasil e o Campeonato Sul-Americano, ambas para o Vôlei Renata, o veterano mostra que a longevidade no alto nível passa por disciplina, entendimento do próprio corpo e motivações que vão além da quadra.

A marca de 40 anos coloca Lucão entre os jogadores mais longevos em atividade no voleibol brasileiro. Para ele, a chave para manter a carreira em alto nível está na forma como o atleta aprende a lidar com o próprio corpo ao longo dos anos.

– Me cuidar, cara. Eu sou um cara que treina bastante, me dedico bastante. Eu comecei a entender o que meu corpo precisava desde cedo – contou.

Essa compreensão mudou inclusive a forma como ele encara os períodos de descanso.

– Eu brinco que a minha folga é meu recuperativo. Ao invés de ficar de folga em casa sem fazer nada, eu vou para a academia, vou fazer alguma coisa, porque eu sei que o meu corpo precisa – disse.

Lucão reconhece que a evolução estrutural do esporte também contribui para prolongar carreiras, mas acredita que o fator determinante ainda é a capacidade do atleta de se conhecer.

– Claro que tudo melhorou. Piso melhorou, a parte médica estrutural melhorou, melhoraram os times todos. Mas o atleta que sabe entender bem o seu corpo e consegue saber o que é bom para ele, ele vai longe.

Se dentro de quadra a experiência pesa, fora dela uma nova motivação também ajuda a impulsionar o central: os filhos. Pai de dois, Lucão admite que a presença deles nas arquibancadas muda completamente a energia dos jogos.

– A grande verdade que passa na cabeça do jogador é que tem dois filhos, tem mais boleto para pagar – brincou – É uma outra energia quando eles estão no jogo, quando eles vão ver. O astral muda – disse o central.

O contato das crianças com o esporte tem sido cada vez mais próximo. Enquanto a filha mais nova já demonstra interesse, o filho mais velho começou recentemente a dar os primeiros passos no voleibol.

– O mais velho começou a fazer vôlei agora, começou a assistir, começou a prestar mais atenção, começou a entender como funcionam as coisas. Então ele fala: ‘Papai, eu já preciso malhar, papai, eu preciso fazer os negócios’. Então isso é muito bacana – contou.

No fim das contas, para Lucão, a longevidade passa tanto pela preparação física quanto pelo equilíbrio mental.

– A longevidade eu acho que vem muito da nossa cabeça. A gente estando bem com a gente mesmo, sem muita dor… então, quando as coisas não estiverem doendo, a gente vai embora – finalizou.

Tags: LucãoSada/Cruzeiro

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