Maior pontuador, com 23 pontos e eleito o melhor jogador da vitória do EMS/Taubaté/Funvic por 3 sets a 2, de virada, sobre o Sesi-SP, na noite de terça-feira, na Arena Suzano (SP) pela terceira partida da série melhor de cinco da final da Superliga Cimed Masculina 2018/2019, o oposto Leandro Vissotto – que completou 36 anos na terça – cometeu uma pequena gafe após o jogo e prometeu se redimir.
O jogador deu pouca atenção ao garoto que entregou a ele o Troféu VivaVôlei, o jovem João Vitor, de 18 anos, um dos sobreviventes do atentado ocorrido no dia 13 de março na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano – ele foi o menino atingido com um machado nas costas por um dos atiradores.
Vissotto recebeu o troféu VivaVôlei das mãos de João Vitor, um dos sobreviventes do massacre da escola em Suzano (Divulgação)
A entrega do troféu foi registrada numa foto pela CBV. João Vitor estava com o celular na mão para tirar foto com o oposto, mas, eufórico, pela atuação memorável justamente no dia do seu aniversário e com a vitória que deixou o Taubaté a um triunfo do título inédito, o jogador saiu correndo com o prêmio na mão para comemorar com os companheiros, deixando João Vitor sem a selfie.
Informado da frustração do garoto, Vissotto usou as redes sociais para pedir desculpa, prometeu uma selfie no próximo jogo e uma camisa autografada.
“Obrigado a todos pela torcida e mensagens! Vocês fizeram desse aniversário um dia inesquecível. Gostaria, que alguém marcasse ou mande o nome do garoto que me entregou o Viva Vôlei. Sobrevivente do atentando na escola de Suzano. No calor da emoção, não dei a atenção que ele merecia e gostaria de combinar com ele no próximo jogo, de fazer essa selfie e entregar uma camisa autografada para ele. Obrigado galera”, escreveu o oposto.