A argentina tentou inicialmente conviver com as dores. Inclusive, estava interessada em adiar a realização de uma ressonância magnética, mas as dores falaram mais alto. O diagnóstico indicou que má formação vascular no cérebro a faria precisar passar por uma cirurgia cerebral.
– Eles me disseram que eu tinha isso desde que nasci e que a pior coisa que poderia acontecer era eu sangrar e ter convulsões. Eu nunca soube o que a operação significava, eu só queria jogar novamente. Nunca imaginei que poderia entrar na sala de cirurgia e não sair. Passei um dia na UTI e outro em uma sala comum, até voltar para casa – acrescentou Chuchi.
Pouco mais de um ano após a cirurgia, a oposta argentina ainda não tem previsão de voltar às quadras. O objetivo dela é não se entregar e entender que o retorno se dará de forma lenta, diária e gradual.
O início do processo foi doloroso, com Chuchi precisando de ajuda para se movimentar e sofrendo com vômitos e tonturas. De acordo com a publicação, novas avaliações médicas em junho devem bater o martelo quanto ao retorno da oposta às quadras.
– Eles tiveram que me ajudar a andar, a comida continuava caindo da minha boca. Foi quando eu me perguntei se o que eu fiz pelo vôlei realmente valeu a pena. Tenho um check-up médico no dia 6 de março e, se tudo correr bem, poderei começar a fazer exercícios leves. Pensei em não jogar mais e ter uma vida normal, com férias e perto da minha família”, admitiu. No entanto, sua mentalidade começou a mudar: “Não estou desesperada para voltar, mas estou lentamente me recompondo. Quando eu pisar na quadra novamente, certamente sentirei que tudo valeu a pena – concluiu a argentina.
Este é o segundo caso recente de um atleta do Boca Juniors diagnosticado com um grave problema de saúde. No ano retrasado, o central Rodrigo Palumbo foi diagnosticado com câncer e revelou ajuda do vôlei para como refúgio.