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Pela primeira vez, o técnico José Roberto Guimarães escalou as centrais que, em teoria, têm tudo para ser as titulares em Tóquio, pelas atuações não só na Liga das Nações até agora, mas também pelo que mostraram na última Superliga: Carol, compondo a rede de três, e Gattaz, na rede de duas. O restante do time titular foi: Macris, Tandara, Fê Garay, Gabi e a líbero Camila Brait. Entraram: Rosamaria e Roberta. A camisa 7 entrou bem, atacando com confiança.
Fê Garay foi a maior pontuadora do jogo, com 21 pontos. Tandara fez 14. Gabi fez 10 pontos, Carol 9 (4 de bloqueio), Gattaz 4, Macris 3 e Rosamaria 3. Pelo Japão, Koga pontuou 13 vezes e Ishikawa 11. O Brasil marcou 11 pontos de bloqueio, contra 5 das japonesas. Foi também muito superior no ataque: 48 x 33. Errou mais que as rivais: 14 x 11.
Como Zé Roberto só pode inscrever 14 jogadores por partida, quatro atletas ficaram fora do jogo nesta segunda-feira: a levantadora Dani Lins, a ponteira Ana Cristina e a central Mayany, além da capitã Natália, que operou o dedo mindinho da mão esquerda há cerca de um mês e só deve estar à disposição do treinador a partir da próxima semana.
Portanto, considerando o que temos em mãos hoje, o Brasil entrou, pela primeira vez, com a sua força máxima em quadra, e não decepcionou. A derrota para os Estados Unidos parece ter acordado o time, hoje muito mais agressivo no ataque e organizado em quadra. As bolas das extremidades com a Macris ainda não estão perfeitas, mas bem melhores do que nos três primeiros jogos.
O Japão era, até o momento, a única Seleção que ainda não havia perdido nenhum jogo e nenhum set na VNL – bateu Tailândia, China e Coreia do Sul por 3 a 0. Os pontos fortes do Brasil, tecnicamente, foram o bom volume de jogo e o bloqueio, dois quesitos que não funcionaram bem contra as norte-americanas. A esperança é que a boa atuação de hoje ‘destrave’ o jogo veloz e criativo, marca registrada da Seleção Brasileira.