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Atleta reencontra estado natal na decisão dos Jogos da Juventude

A final do vôlei feminino dos Jogos da Juventude terá um significado especial para a ponteira Yasmin Piekarski
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A final do vôlei feminino dos Jogos da Juventude terá um significado especial para a ponteira Yasmin Piekarski. Aos 17 anos, a atleta defenderá Santa Catarina contra o Rio de Janeiro, estado onde nasceu e passou nove anos nas categorias de base do Flamengo. A decisão será um reencontro com antigas companheiras de equipe, agora em lados opostos da rede.

As duas seleções garantiram vaga na final nesta terça-feira (27/10), em Foz do Iguaçu (PR). Santa Catarina venceu Minas Gerais por 3 sets a 1, enquanto o Rio de Janeiro superou o Paraná pelo mesmo placar.

As equipes já haviam se enfrentado na primeira rodada da competição, no sábado (24/10), quando as catarinenses venceram por 2 sets a 0. O resultado deu a Yasmin uma primeira experiência contra o antigo estado e serviu de preparação para a decisão.

“Foi uma sensação estranha no começo. Nunca tinha jogado pelo estado de Santa Catarina antes, mas estou me sentindo muito confortável nesse time. Então acho que vai dar tudo certo. Eu sempre quero ganhar, independente de quem estiver do outro lado”, afirmou a atleta após a classificação.

A mudança para Santa Catarina ocorreu nesta temporada, quando Yasmin foi contratada pelo Vôlei Mampituba, de Criciúma (SC). A transferência abriu espaço para novos desafios na carreira e possibilitou sua primeira participação nos Jogos da Juventude.

Apesar da rivalidade em quadra, o reencontro com as antigas companheiras também teve espaço para descontração.

“Gostei bastante, estou vendo muita gente que não via desde o começo do ano porque ainda não fui para o Rio de Janeiro. Mas é isso, fora de quadra a gente é amiga, colega, mas dentro será rival”, contou a atleta.

Mudança para Santa Catarina marcou novo desafio

A decisão de deixar o Rio de Janeiro partiu da própria Yasmin, que buscava uma experiência diferente depois de nove anos no Flamengo. Na última temporada pelo clube carioca, a atleta conquistou o Campeonato Brasileiro Interclubes sub-17 e foi eleita a melhor jogadora (MVP) da competição.

“Eu queria um desafio novo e quando o clube me chamou eu fui. Falei ‘mãe, quero ir, não importa, eu quero sair de casa, quero sair da minha zona de conforto’. E acho que foi muito bom, foi um ano incrível. Já ganhei tudo o que podia ganhar aqui nesse primeiro ano”, relatou Yasmin.

A relação com o vôlei começou ainda na infância, influenciada pelo irmão, Nicolas, que também praticava a modalidade no Flamengo. Ao acompanhar os treinos e jogos dele, Yasmin pediu à mãe para começar a praticar um esporte e acabou na escolinha de vôlei do clube. Um mês depois, já recebeu a notícia de que integraria a equipe em competições oficiais na temporada seguinte.

“É muito da família isso. Meus pais sempre apoiaram o esporte e ter meu irmão do lado, que sempre foi um atleta muito excelente, me ajudou muito a ser quem eu sou hoje”, destacou.

Conselho do irmão levou atleta à posição de líbero

A influência de Nicolas também teve papel importante em outra mudança na trajetória da jogadora. Convocada para a Seleção Brasileira sub-19 que disputou o Campeonato Sul-Americano em outubro, Yasmin recebeu do irmão, que trabalha como analista de desempenho da equipe sub-17, a sugestão de experimentar a posição de líbero.

“Meu irmão falou assim, ‘pede para treinar de líbero, você vai conseguir, vai dar certo’”, contou a jovem.

A adaptação foi rápida. Depois de duas semanas de treinamento, Yasmin ficou entre as duas líberos convocadas para o Sul-Americano e terminou a competição como titular, ajudando o Brasil a conquistar a medalha de bronze.

A experiência foi determinante para a decisão de mudar de posição em 2027. Até o fim desta temporada, ela seguirá atuando como ponteira, inclusive no Campeonato Brasileiro de Seleções, antes de se dedicar à função de líbero.

“Tem meninas que treinam o ano inteiro para conseguir ser titular e eu entendo que estava fazendo minha parte lá. Quando voltei, só tenho que torcer por elas e jogar bem esse campeonato na ponta. Mas vou jogar o Campeonato Brasileiro de Seleções como ponteira e ano que vem vou virar líbero mesmo”, explicou a atleta.

A mudança de posição também está ligada ao principal objetivo de Yasmin para a próxima temporada: disputar o Mundial sub-19 e seguir no grupo da Seleção.

“É o que mais quero, ficar esses dois anos na seleção”, concluiu a jogadora.

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