– Eu quero dizer que para mim é uma honra muito grande e um orgulho entrar para esse Hall da Fama, eleito pelo organismo mais importante do esporte brasileiro. A gente vive uma vida para fazer o esporte da melhor forma e, quando a gente consegue ter esse reconhecimento, nos dá mais estímulo para continuar nessa luta pelo esporte brasileiro. Agradeço ao Comitê Olímpico do Brasil e à Confederação Brasileira de Voleibol por essa homenagem. Espero que o esporte cresça e que a gente traga algumas medalhas nos Jogos Olímpicos de Tóquio – disse Bernard.
No último dia 08, quando completava 107 anos, o COB lançou a versão digital do seu Hall da Fama para ser referência sobre esporte olímpico brasileiro, com perfis detalhados e grande acervo de fotos e vídeos. A página pode ser acessada através do link https://www.cob.org.br/pt/cob/home/hall-da-fama. Nesta terça, foi encerrado o processo de indicação para a escolha dos novos ídolos do esporte que se juntarão aos 24 nomes já indicados este ano.
A ideia é que todas as homenagens se juntem em um museu no Centro de Treinamento Time Brasil, num espaço aberto à visitação pública e que conterá com um mural onde os moldes das mãos ou pés dos homenageados ficarão disponíveis. Todos terão um QR Code que levará os visitantes à página do homenageado no portal e, assim, todo torcedor poderá ter uma experiência imersiva e inesquecível. Rogério Sampaio, diretor-geral do COB, agradeceu à Bernard pelo trabalho fora das quadras que ajudou o Brasil na conquista de algumas medalhas, inclusive a de ouro do próprio Rogério em Barcelona 1992.
– Gostaria de destacar que o Bernard, desde que deixou de ser atleta, assumiu um compromisso pessoal de trabalhar em prol do esporte. O trabalho dele quando ocupava o cargo de Secretário Nacional do Esporte foi fundamental para que eu pudesse ter uma medalha olímpica. Agradeço muito pelo teu trabalho e deixo aqui também a gratidão do Comitê Olímpico do Brasil por sua dedicação. Você conseguiu aquele objetivo de todo atleta quando conquista uma medalha olímpica: inspirar outros atletas. Até hoje você continua inspirando as novas gerações e, por isso, esse reconhecimento do COB à você e ao seu legado – disse Rogério.
Perfil
Aos 11 anos, Bernard entrou no basquete do Fluminense, mas passou para o vôlei por ser considerado baixo para a modalidade. Estreou com 17 anos na Seleção Brasileira e se tornou um dos grandes nomes da denominada Geração de Prata, sacudindo os estádios com o “Jornada nas Estrelas”, nome da série de TV dos anos 60. A jogada, que adaptou do vôlei de praia, era sacar a bola muito alto, com força e efeito, dificultando a recepção do adversário. Participou de três edições dos Jogos Olímpicos como jogador: Montreal 1976 (7º), Moscou 1980 (5º) e Los Angeles 1984, quando foi vice-campeão olímpico. A seleção contou com sua grande virtude, a velocidade nos ataques, tanto como central, quanto como ponteiro.
Após encerrar a carreira, foi Secretário Nacional de Esportes, deputado estadual, presidente da 1ª Comissão de Atletas do COB e chefe de missão em diversos eventos, como os Jogos Pan-Americanos Guadalajara 2011 e Olímpicos Londres 2012. É membro do COI desde 2013. Foi enredo do título do Grupo C da tradicional escola de samba Unidos de Lucas, no Rio de Janeiro, em 2003. O filho mais velho, Phil, é campeão mundial de surfe, na categoria Longboard, e o mais novo, Bernardo, é jogador de basquete.