Gabi foi a maior pontuadora do jogo, com 17 pontos. Natália e Gattaz marcaram 14 cada uma. Pela Colônia, a ponteira Amanda Coneo e a central Yeisy fizeram 14 pontos cada.
Foi a primeira vitória da Colômbia em cima do Brasil na história dos sul-americanos. Há dois anos, a equipe venceu as brasileiras por 3 a 2, de virada, pela semifinal do Pan-Americano de Lima, no Peru.
O técnico José Roberto Guimarães escalou o Brasil com Ana Cristina novamente na saída de rede. O time titular foi: Macris, Ana Cristina, Carol, Gattaz, Natália, Gabi e Nyeme de líbero. Roberta entrou e ficou até o final. Rosamaria, Kasiely e Lorenne também entraram.
A atuação do Brasil foi preocupante em vários aspectos: o Brasil jogou muito abaixo tecnicamente do que se espera. Defendeu e atacou mal e até Gabi, referencia da equipe desde a VNL, foi muito irregular. Emocionalmente, foi um time apático, sem vibração e em muitos momentos parecia perdido. A Colômbia, ao contrário, jogou muito bem. Mesmo no set em que perdeu. Não desistiu, foi guerreiro e as levantadoras deram um show de entrosamento e distribuição.
Nada funcionou. Nenhum fundamento. No terceiro set, contou com a lucidez de Roberta, Gattaz e Natália para virar bolas importantes, mas foi só. No restante da partida, cometeu erros demais. A atuação no Sul-Americano preocupa também porque ano que vem tem Mundial. E a base do nosso time é esse que estava em quadra hoje.
O JOGO
O Brasil começou o jogo nervoso. A expressão das jogadoras era de apreensão, enquanto a Colômbia, ao contrário, jogava com alegria. Rapidamente as donas de casa fizeram 7 a 4 e depois abriram para 12 a 8, com a Seleção Brasileira errando ataques excessivamente. Zé Roberto fez a inversão do 5 x 1 colocando Rosamaria e Roberta em quadra. A oposta entrou com segurança, mas aí foi a vez de o passe do Brasil não funcionar. Natália foi irregular no ataque e no passe, nitidamente sentindo a falta de ritmo de jogo. Ela não atuou na VNL por conta de uma lesão no dedo e entrou poucas vezes na Olimpíada – Fernanda Garay ganhou a posição e foi um dos grandes nomes da equipe verde amarela na campanha da prata no Japão.
O Brasil chegou a diminuir a diferença para dois pontos, com bons bloqueios (17 a 19), mas a Colômbia voltou a deslanchar no marcador na base dos contra-ataques, já que a seleção brasileira não conseguia colocar as bolas no chão e fechou em 25 a 19.
Zé Roberto manteve Rosamaria no segundo set e voltou com Macris, mas novamente o Brasil, apático, sucumbiu aos próprios erros. O saque não agredia de forma alguma a recepção colombiana que jogava solta e com alegria. Maria Alejandra deu um show de distribuição, apostando na regularidade da ponteira Amanda Cuneo, o grande nome da seleção colombiana. Zé Roberto voltou a mexer no time, colocando Roberta no lugar da Macris quando o Brasil perdia por 12 a 7.
Mas a reação não aconteceu. Natália saiu zerada no ataque quando o placar apontava 18 a 11 para a entrada de Ana Cristina, que fez três pontos de saque e chegou a diminuir a diferença no marcador para 15 a 18. O passe brasileiro melhorou e a Roberto conseguiu distribuir melhor, jogando com as centrais. Nesse ritmo, num toco de Carol Gattaz em Amanda Cuneo, chegou a empatar o set em 23 a 23, mas o set foi colombiano, que comemorou a vitória como se fosse um título. Com 2 a 0 no placar, o time garantiu a inédita vaga no Mundial do ano que vem.
Zé Roberto retornou com Natália no lugar da Ana Cristina no terceiro set e manteve Roberta e Rosamaria em quadra. O Brasil voltou melhor na terceira parcial, e abriu logo 9 a 4. Mas, voltou a errar e a ter dificuldade na virada de bola e viu a as anfitriãs empatarem em 9 a 9. O técnico brasileiro fez a inversão do 5 x 1 colocando Macris e Lorenne em quadra e o Brasil conseguiu colocar a bola no chão para sair do nono ponto. O jogo seguiu equilibrado até o 17º ponto, quando dois bons saques da Roberta fizeram o time abrir 20 a 17. Mas, novamente, as donas da casa reagiram e empatarem em 24 a 24. Num ataque da Gabi, o Brasil fechou o set em 26 a 24 e conquistou o título do Sul-Americano. Natália fez uma boa parcial, pontuando seis vezes. Roberta acionou bem Carol Gattaz, outro destaque do set.
A derrota calou a arquibancada em Barrancabermeja. O Brasil voltou com a mesma formação para o quarto set, mas continuou jogando mal, desorganizado em quadra e com tensão nos ombros, defendendo pouco e errando ataques que normalmente não erra. Vencia por dois pontos de diferença, mas novamente deixou as colombianas virarem na base da raça e dos ataques certeiros das suas atacantes de extremidade. Para a alegria da torcida, a Colômbia venceu o set por 25 a 23 e fechou o jogo em 3 a 1.