Após as oficializações tardias da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) sobre o Campeonato Mundial feminino de clubes em São Paulo, é possível escrever com todas as letras: são muito grandes as chances de o Brasil voltar a figurar no pódio da competição.
Já são cinco edições seguidas sem uma equipe do Brasil conquistar medalha. A última foi em 2018, com o Minas, na China, perdendo a final para o Vakifbank. Um ano antes, o Sesc RJ também havia caído diante da equipe turca na decisão no Japão.
De 2019 em diante, Minas e Praia tentaram, mas não conseguiram furar a bolha de times turcos, italianos e chineses. Em 2025, não haverá representantes da China. E quem vem do continente não mete medo: o Zhetysu, do Cazaquistão.
Outro fator importante: como o torneio não acontece na Europa, são apenas dois representantes europeus, impedindo repetir os anos de 2021 e 2022, quando o Mundial disputado na Turquia teve um trio do continente no pódio.
RIVAIS
Em poucas semanas, Osasco/São Cristóvão Saúde e Dentil/Praia Clube terão um caminho atrativo até a semi. O time paulista, como organizador, terá de superar o já citado Zhetysu e o Alianza, do Peru, para se garantir na disputa por medalha. Na última rodada, o duelo com o Scandicci deve valer o primeiro lugar do Grupo A.
Osasco vem de temporada brilhante (Carol Oliveira/Divulgação)
As peruanas possuem diversas estrangeiras no elenco e merecem atenção: a levantadora colombiana Maria Alejandra e a ponteira argentina Elina Rodriguez já jogaram no Brasil. No plantel ainda estão a experiente ponteira francesa Maeva Orlé, a oposta dominicana Yanlis Féliz e a central americana Meegan Hart.
Do lado do Zhetysu, uma mistura de cazaques, ucranianas e russas, mas sem grandes e renomadas estrelas.
Já o Praia, na chave do todo-poderoso Conegliano, terá de fazer o dever de casa diante do Zamalek, do Egito, time com menos informações disponíveis, e o do Orlando Valkyries, dos Estados Unidos.
Último participante confirmado, o Orlando não tem americanas de primeiro nível no plantel. O time conta com a levantadora tailandesa Guedpard Pornpun, com a oposta Brittany Abercrombie, de Porto Rico, e com a experiente líbero sérvia Teodora Pusic como principais nomes.
Olhando para os elencos, Osasco e Praia têm tudo para estar nas semifinais ao lado de Conegliano e Scandicci, garantindo assim ao menos uma medalha para o vôlei brasileiro. Falar em título, com a presença do poderoso time dirigido por Daniele Santarelli, é um sonho um pouco mais distante.