Três jogos, três vitórias, nove pontos e nenhum set perdido. A campanha do Brasil no Sul-Americano Masculino de Vôlei 2026 é perfeita até aqui, mas Cachopa não quer que os números escondam os pontos que a Seleção ainda precisa corrigir.
Depois da vitória por 3 sets a 0 sobre a Colômbia, nesta quinta-feira, no Maracanãzinho, o levantador reconheceu a evolução apresentada durante a partida, mas deixou claro que espera mais do time brasileiro. “Acho que a gente pode fazer melhor.”
O Brasil venceu Chile, Bolívia e Colômbia por 3 a 0 e lidera o Sul-Americano com nove pontos. A Seleção soma nove sets vencidos e nenhum perdido antes dos dois últimos compromissos, contra Venezuela e Argentina.
Mesmo diante desses números, Cachopa destacou aspectos que precisam evoluir.
“Acho que, em alguns momentos, a gente talvez precise ter um pouco mais de concentração, de atenção, reconhecer também que o adversário vive bons momentos na partida e tentar trocar esse momento bom do adversário o mais rápido possível para o nosso lado.”
Cachopa: “Tem coisa para melhorar”
A cobrança ganha importância pela sequência do Brasil na competição. Depois de enfrentar a Venezuela no sábado, a Seleção encerra o Sul-Americano contra a Argentina, no domingo.
Além do título continental, está em disputa uma vaga direta nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028. Por isso, apesar da satisfação com o início da campanha, Cachopa entende que o Brasil ainda precisa corrigir detalhes.
“Estou satisfeito, mas acho que tem coisa para melhorar ainda. Se a gente quiser ir longe, precisa acertar algumas coisas ainda.”
O levantador também destacou uma característica que considera positiva neste início de Sul-Americano: a disposição apresentada pelo grupo.
“O que eu comentei de garra, de disposição, a gente está colocando em quadra.”
Primeiro set complicado contra a Colômbia
A vitória sobre a Colômbia foi um exemplo dos momentos citados por Cachopa. O primeiro set teve mais equilíbrio, com os colombianos conseguindo sustentar rallies e dificultar a construção ofensiva brasileira.
“Acho que a única coisa do primeiro set interessante foi bastante defesa, umas coisas que a gente viu que eles tinham feito também contra a Argentina. Botavam bola para cima, corriam, atacavam umas bolas malucas. Aconteceu contra a gente também. Acho que a gente deu uma vacilada também.”
A partir da segunda parcial, o cenário mudou. Para Cachopa, o saque brasileiro foi determinante para aumentar o controle da partida.
“A partir do segundo set, acho que a gente teve mais controle a partir do saque. A gente sacou muito bem, conseguiu colocar os caras em dificuldade quase o tempo inteiro. E acho que as coisas ficaram mais tranquilas para a gente também.”
O levantador identificou ainda uma melhora na eficiência ofensiva depois da primeira parcial.
“Talvez a gente tenha melhorado no ataque. No primeiro set, se não me engano, a gente foi bloqueado direto algumas vezes, talvez em excesso. A partir do segundo, um pouco menos. Então, acho que foi por aí.”
Energia aumentou durante a partida
Cachopa também sentiu diferença na energia apresentada pela equipe ao longo do confronto.
“Talvez hoje tenha sido um pouco morno. Já no final do primeiro set, a gente teve uma sequência um pouco mais calorosa, dava para sentir um pouco mais de energia. E acho que até o fim do jogo a gente teve essa concentração, essa energia lá em cima.”
O roteiro, segundo ele, teve semelhanças com a estreia diante do Chile, quando o Brasil também encontrou mais resistência na primeira parcial antes de assumir o controle.
“Contra o Chile, mesma coisa: o primeiro set um pouco tenso e depois um jogo tranquilo. Bolívia, não comentar. Esse é o meu resumo até agora.”
O Brasil folga nesta sexta-feira e volta à quadra no sábado, às 11h, contra a Venezuela. No domingo, às 10h, enfrenta a Argentina na última rodada do Sul-Americano Masculino.
O campeão garante vaga direta nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.Veja classificação atualizada, resultados e os próximos jogos do Sul-Americano Masculino.