Uma das jogadas mais plásticas e eficientes do vôlei, a pipe também pode ser uma arma importante para a Seleção Brasileira masculina neste momento. Cachopa reconhece que o Brasil ainda tem margem para explorar mais o ataque dos ponteiros pelo fundo de quadra, mas aponta uma dificuldade cada vez mais presente no vôlei atual: a agressividade do saque adversário.
Após a vitória do Brasil sobre a Colômbia por 3 sets a 0, nesta quinta-feira, pelo Sul-Americano Masculino de Vôlei 2026, no Maracanãzinho, o levantador foi perguntado pelo Web Vôlei sobre o uso da pipe no vôlei masculino.
“Cara, vou te falar que depende. Eu acho que a pipe depende muito da recepção. Hoje em dia, muito time está sacando porrada o tempo inteiro, o que dificulta muito a recepção estar na mão o tempo inteiro.”
Para Cachopa, portanto, não se trata simplesmente de uma escolha dos levantadores. Para que a combinação com o ponteiro pelo fundo funcione com frequência, a qualidade do primeiro passe é determinante.
“Acho que se deve muito também ao nível da pancadaria que está o jogo hoje, né?”
Pipe pode ser uma arma para o Brasil
No caso da Seleção Brasileira, Cachopa acredita que existe espaço para aumentar a utilização da jogada.
“Eu acho que poderia. Por exemplo, falo pelo nosso time: acho que a gente poderia talvez crescer um pouco mais ainda. Tem margem, eu acho, para crescer com os nossos ponteiros.”
A possibilidade ganha importância pelas características do grupo convocado por Bernardinho para o Sul-Americano. O Brasil disputa a competição com cinco ponteiros: Lukas Bergmann, Lucarelli, Adriano, Honorato e Arthur Bento.
Lukas é atualmente a principal opção do grupo com características mais voltadas para potência física na entrada de rede. O ponteiro, porém, chega a este momento da Seleção depois de uma temporada marcada por problemas físicos e ainda busca recuperar ritmo de jogo.
Lucarelli, Adriano, Honorato e Arthur Bento apresentam outras características, com maior participação na construção do jogo, passe e variedade ofensiva. Nesse cenário, atacar também pelo fundo da quadra pode ajudar o Brasil a distribuir melhor as opções ofensivas e dificultar a montagem do bloqueio adversário.
Cachopa troca Itália pela Turquia
Depois do Sul-Americano, Cachopa também iniciará uma nova etapa na carreira. O levantador de 30 anos vai defender o Fenerbahce na temporada 2026/27, em sua primeira experiência no voleibol turco.
A mudança encerra um ciclo de quatro temporadas na Itália. Cachopa passou três temporadas pelo Monza e, na última, defendeu o Milano, clube com o qual conquistou a Challenge Cup. Agora, será companheiro, entre outros nomes, do americano Matt Anderson no Fenerbahce.
Brasil lidera o Sul-Americano
Antes de pensar na nova temporada de clubes, no entanto, Cachopa tem dois compromissos decisivos com a Seleção. O Brasil lidera o Sul-Americano com nove pontos depois de três rodadas. A equipe venceu Chile, Bolívia e Colômbia, todos por 3 sets a 0, e ainda não perdeu uma parcial na competição.
Neste sábado, às 11h, o adversário será a Venezuela. No domingo, às 10h, Brasil e Argentina encerram o torneio no Maracanãzinho. Veja classificação, resultados e próximos jogos do Sul-Americano Masculino.
O Sul-Americano é disputado em turno único, e o campeão garante classificação direta para os Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.