A central brasileira Carol, a Carolana, se despediu da temporada 2025/26 nos Estados Unidos com uma reflexão pessoal sobre a experiência inédita na League One Volleyball (LOVB), pela equipe de Nebraska. Após o time terminar fora da zona de classificação aos playoffs, a jogadora reconheceu a frustração pelo resultado, mas valorizou o processo vivido em sua primeira experiência no voleibol americano.
“Pra gente foi o fim da temporada, não da forma como gostaríamos, mas chegou ao fim. Que experiência! Foram meses intensos de voleibol e posso dizer que todo o caminho foi interessante”, escreveu.
A eliminação do Nebraska veio após derrota por 3 sets a 2 para o Austin, resultado que encerrou a campanha da equipe na fase regular e confirmou a quinta colocação entre os seis participantes da liga.
Mesmo sem a vaga nos playoffs, Carol enfatizou o ganho individual ao longo da temporada, tratando a experiência como um processo de evolução pessoal.
“Sentir no peito aquela vontade de experimentar algo novo, de se colocar à prova, fazer parte de algo maior do que nós mesmos, nos faz crescer. E eu cresci, aprendi e me conheci ainda mais”.
“Essa é a beleza do esporte, essa é a beleza em fazer algo único e que mexe com todo o seu ser”, completou.
EXPERIÊNCIA ÚNICA
No elenco do Nebraska, Carol atuou ao lado da ponteira holandesa Anne Buijs, sua esposa, em uma temporada que marcou um novo capítulo após sua saída do Scandicci e o encerramento do ciclo com a Seleção Brasileira. No balanço final, a central destacou o ambiente construído como um dos principais pontos positivos, e valorizou a entrega coletiva mesmo sem a conquista.
“Que alegria ter tido a oportunidade de trabalhar dia a dia e lutar a cada ponto ao lado dessa equipe. Um time que se dedicou, brigou e lutou até o último ponto. Quanto orgulho! Valeu a experiência, valeu cada momento”, declarou a jogadora.
Acostumada ao calendário intenso do voleibol europeu e ao alto nível da Seleção, Carol destacou o impacto de atuar em um formato diferente de competição.
“Após tantos anos de experiência no mundo do vôlei, vivenciar um campeonato nesse formato foi diferente. Diferente na quadra, no corpo e mente. Se colocar em uma situação nova e se jogar no inesperado, mexe com a gente”.