A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) não pretende criar um período de transição até 2028 para a aplicação da nova política de elegibilidade da categoria feminina. O Osasco/São Cristóvão Saúde deve levar a questão para a justiça para poder contar com a ponta/oposta Tifanny.
O presidente da entidade, Radamés Lattari, explicou a decisão nesta quinta-feira (1/10), durante o lançamento da Superliga 2026/27, na COB Expo, em São Paulo.
“A partir do momento que eles (COI) dizem: ‘Não, não é justo, existe uma vantagem’, nós temos que optar sempre pela igualdade. Então, se existe uma desigualdade, não pode existir transição, porque já existe uma vantagem. E a gente opta sempre pela igualdade”, afirmou.
CBV consultou entidades internacionais
Segundo o presidente, a CBV buscou esclarecimentos com a Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e o Comitê Olímpico Internacional (COI) antes de aplicar os novos critérios às competições nacionais.
“Nós fizemos a nossa reunião, mandamos uma consulta para a Federação Internacional, para o Comitê Olímpico Internacional”, afirmou.
Radamés contou ainda que participou de uma reunião no Comitê Olímpico Brasileiro (COB) com dois representantes do COI.
“Os dois disseram: ‘Não, todas as competições agora, inclusive que o Brasil vá participar, o Brasil terá que ser testado’”, relatou.
Nova política entrou em vigor em agosto
A CBV anunciou em agosto sua nova política de elegibilidade para as competições da categoria feminina. A entidade informou que passou a seguir critérios e fundamentos da política publicada pelo COI em março de 2026, além de parâmetros adotados pela FIVB e pela Confederação Sul-Americana de Voleibol.
A política estabelece a triagem do gene SRY como parte do processo de elegibilidade para a categoria feminina, com as exceções previstas no próprio regulamento.
A CBV aplicou imediatamente os novos critérios às competições nacionais. Entre elas estão a Superliga A e B 2026/27, a Supercopa 2026 e a Copa Brasil 2027.