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Claudinha se emociona com volta ao vôlei: “Não esperava retornar”

Claudinha fala sobre a volta ao vôlei após a maternidade, a emoção de entrar em quadra com a filha Maria e agradece ao Sesi Bauru.
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Aos 39 anos, depois de uma carreira marcada por títulos, Claudinha vive no Sesi Bauru uma fase que talvez nem ela imaginasse experimentar. A levantadora voltou ao vôlei após interromper a carreira para realizar o sonho de ser mãe. Agora, concilia a rotina de atleta com a maternidade e tem uma companheira especial cada vez mais presente no ginásio: Maria Eduarda, de 1 ano e 6 meses.

No domingo (27/9), após a conquista do título da Taça Brasil Feminina, a levantadora se emocionou ao falar sobre a nova fase, em entrevista à repórter Bruna Dealtry, da CazéTV. Pela primeira vez, entrou em quadra acompanhada da filha em Foz do Iguaçu.

“Hoje, quando eu entrei em quadra, entrei com ela. Foi a primeira vez. E fiquei muito emocionada.”

Maria Eduarda nasceu em 27 de março de 2025. É a primeira filha de Claudinha com o jogador de futsal Pixote. Para viver a maternidade, a levantadora tomou uma das decisões mais importantes da carreira: deixou as quadras após a temporada 2023/24.

Claudinha deixou o vôlei para realizar o sonho de ser mãe

Na época, Claudinha encerrava mais um capítulo de uma história vitoriosa com o Dentil Praia Clube. Foram dez temporadas em três passagens pela equipe de Uberlândia e 15 títulos. Entre eles, duas Superligas, dois Sul-Americanos de Clubes, uma Copa Brasil e três Supercopas. Ela também foi MVP das finais das duas Superligas conquistadas pelo Praia, em 2017/18 e 2022/23.

Claudinha parou no auge de uma trajetória vitoriosa por uma escolha pessoal: queria ser mãe.

“Eu não esperava retornar”, admitiu  emocionada.

O Sesi Bauru abriu essa porta em agosto de 2025. Depois de uma temporada afastada, Claudinha recebeu o convite para voltar às quadras e iniciar uma nova etapa da carreira. A levantadora admite que o retorno também a fez perceber o tamanho do espaço que o vôlei ainda ocupava em sua vida.

“Sou muito grata ao Sesi, que me abriu as portas de novo, não me deixou desistir e me lembrou do quanto amo a minha profissão, do que faço, sabe? Não imaginava o quanto eu precisava dela.”

Entre amamentação, treinos e jogos

A volta trouxe também uma realidade completamente diferente daquela que Claudinha conheceu durante tantos anos como atleta profissional. Agora, a rotina inclui treinos, viagens, jogos e concentrações, mas também os horários de Maria Eduarda.

“Não é fácil, mas é possível e é maravilhoso. Neste momento, eu amamento. É um turbilhão de emoções, mas, no final, dá tudo certo.”

Aos poucos, Maria também passou a fazer parte da rotina do Sesi Bauru, não apenas da mãe.

“Vejo a felicidade dela com as meninas. Ela deixa todo o ambiente do time mais leve. É exatamente isso. Hoje, ela não veio comigo no ônibus para o jogo, né? E as meninas: ‘Ah, não! Cadê a Maria?’”

 

Tags: ClaudinhaSesi Bauru

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