Uma espécie de “mea culpa” da entidade de que houve uma falha na condução do processo, com os votos dos ausentes fisicamente São Paulo/Barueri e Curitiba não sendo aceitos, após uma resposta de “computado” aos e-mail enviados na véspera da reunião.
Outro avanço é organizar novos encontros de forma remota, por vídeo-conferência, algo perfeitamente viável com a tecnologia atual disponível. É o mundo moderno.
Caso ninguém mude de ideia até a próxima reunião, o ranking será encerrado com a votação de 6 a 5. Em tese, com votos de Itambé/Minas, Dentil/Praia Clube, Osasco Audax/São Cristóvão Saúde, São Paulo/Barueri, Curitiba e comissão de atletas. Sesc, Sesi Bauru, Flamengo, Fluminense e Pinheiros foram os votantes pela manutenção.
O ranking acaba e os problemas do vôlei brasileiro terminam do dia pra noite? Longe disso.
Inicialmente, é preciso separar a votação do ranking e a do aumento de estrangeiras. Neste segundo tema, a aprovação da liberação de três jogadoras de fora por time deve ser aprovada com um placar de 7 a 4. Na quinta-feira, Sesc, Flamengo, Fluminense e comissão de atletas votaram contra o aumento. Como São Paulo e Curitiba demonstram ser favoráveis, uma nova aprovação da mudança parece certa.
E esse ponto foi uma das principais críticas das jogadoras nas redes sociais. Nas postagens, Thaisa, Sheilla, Gabi, Natália, Fabiana, entre outras, criticaram liberar as “gringas” e restringir as nacionais. E, algumas delas, focaram a raiva no Sesc. No caso das estrangeiras, de forma injusta na minha visão. O time carioca votou contra a mudança no números de inscritas por time. E foi demonizado.
No cenário atual da disseminação de informações pelas redes sociais, é preciso ter cuidado com cada palavra usada. E houve excesso neste caso específico. Misturaram o direito de o time carioca defender a manutenção do ranking, como faz desde sempre, com o fato de que a solicitação para a votação ser presencial ter sido feita pelo mesmo. E depois aprovada pelos outros sete clubes presentes na reunião de quinta sem questionamentos.
Torço e espero que a modalidade passe a contar mais vezes com a voz ativa de atletas, técnicos e dirigentes na condução de melhorias. Discutir, debater, argumentar, defender pontos, aceitar o contraditório, ouvir o outro lado… Tudo isso é válido e extremamente necessário no processo democrático. Não apenas no cenário atual do vôlei, mas também todo o nosso país.