Não existe um cenário melhor para a chegada de Leal à Seleção Brasileira do que o desenhado nos últimos dias.
Para o primeiro estrangeiro a defender a Seleção Brasileira na história, tais credenciais são essenciais. Primeiramente para o próprio Leal ter a certeza de que foi convocado por mérito e pelo momento. E também para quem irá recebê-lo agora como companheiro, não mais como adversário.
Foi um longo trâmite iniciado quatro anos atrás, quando Leal defendia o Sada/Cruzeiro, com o processo de naturalização e depois a quarentena obrigatória imposta pela Federação Internacional para qualquer atleta com histórico pela seleção do país-natal. No caso dele, a cubana. Durante todo esse processo, a discussão sobre a presença dele com a Amarelinha existiu com força nos bastidores. No início ele estava longe de ser unanimidade. Aos poucos, as resistências foram caindo. Nos últimos meses, o fato de o levantador Bruninho, capitão da Seleção, ser companheiro de Leal no Civitanova foi importante para aceleração deste processo.
No próximo dia 27, Leal se juntará ao elenco da Seleção, na cidade de Katowice, na Polônia, local da primeira etapa da Liga das Nações. E tem tudo para se sentir em casa.
Por Daniel Bortoletto, publicado inicialmente no LANCE!
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