– Quando eu estava na base, todos os atletas profissionais que estavam aqui eram meu espelho. Tinham caras como o Maurício Souza, que depois foi campeão olímpico, o Vini, que era espelho, aguerrido, ia para cima, aquele cara que vibrava, o Luizinho. Todos foram centrais que tiveram uma trajetória bem marcante no voleibol. Eles eram referências para nós ali que estamos em busca do nosso sonho – comentou Pinta.
Lançado ao time principal do Vôlei Renata em 2017, logo após ser campeão paulista sub-19, Renan tem uma história ligada ao projeto marcada por reencontros. Durante a década, o ponteiro passou pelos times de Taubaté, Blumenau e Suzano, onde estava na última temporada.
Além de ter começado no projeto, o ponteiro já passou por Campinas em outras duas temporadas (18/19 e 20/21) e fez parte da equipe que conquistou o primeiro Campeonato Paulista em 2020. Ele é um dos únicos jogadores da história do projeto a disputar finais em todas as categorias (sub-17, sub-19, sub-21 e adulto).
– Eu fiz a base inteira aqui em Campinas e o meu primeiro contato com o profissional foi aqui no Vôlei Renata, isso há 10 anos atrás. Agora, passado todo esse período, pode estar de volta e ter a oportunidade de jogar uma final de Superliga não tem preço. O nosso elenco merece muito esse título e eu estou muito feliz de poder fazer parte de tudo isso. Ver de perto o quanto esse projeto cresceu, como as pessoas aqui dentro mudaram, traz um sentimento muito bom. Eu estou muito orgulhoso de mim e do time – disse o ponteiro.
Para Pinta não foi muito diferente. O central saiu de Campinas (SP) em 2016 e, ao longo desses dez anos, se consolidou como um dos grandes nomes no cenário nacional. Além de ser um rosto carimbado entre os jogadores da Seleção Brasileira, Pinta fez passagem por times como Minas, Itapetininga e São José. De volta em Campinas, o central cavou sua titularidade e foi titular nos três títulos conquistados pelo Vôlei Renata nesta temporada.
– Ter se espelhado naquele time que foi na final pela primeira vez e hoje em dia poder fazer o que eles fizeram, deixar uma marca aqui é gratificante. Nem imaginava que hoje poderia estar disputando a minha quarta final. Agora com um projeto que eu iniciei lá atrás, há 10 anos. Então é gratificante demais poder estar vivenciando isso – complementou o central.
– Passa um filme na cabeça de como foi toda a temporada. Foi aqui que eu iniciei minha trajetória no vôlei e voltar para cá depois de dez anos e conquistar títulos, é consagrar tudo o que trabalhamos durante todo esse ano. Estou feliz e preparado, trabalhamos duro todos os dias para conquistar tudo o que conquistamos – acrescentou Pinta.
O processo de formação está cada vez mais consolidado dentro da estrutura do time principal do Vôlei Renata. Contando Pinta e Renan, são seis atletas, quase metade do elenco, formado dentro do time campineiro. São eles o ponteiro Thiago Vaccari, os centrais Witallo e Yan e o líbero Bandini. Bandini e Witallo, inclusive, estiveram nas três finais seguidas da equipe campineira.
A base do Vôlei Renata conta com cinco categorias (sub-14; sub-15, sub-17, sub-19 e sub-21). Ao todo, 60 atletas fazem o processo de formação, que conta com apoio escolar, psicológico e médico em todas as etapas.