Dani Lins está de olho na nova geração de levantadoras do voleibol brasileiro. Aos 41 anos, a campeã olímpica defende que as atletas mais jovens tenham oportunidades para ganhar experiência e aprender a lidar com a pressão. Entre os nomes citados por ela está Vivian, do Sesc RJ Flamengo, que deve ganhar espaço após a saída de Macris.
Para Dani, a mudança pode ser importante para a jovem levantadora mostrar seu potencial. Em entrevista ao Basticast, gravado no ginásio Paulo Skaf, em Bauru (SP), a jogadora também destacou a importância da convivência com atletas mais experientes.
“Eu já estou de olho nas levantadoras mais novas. Tem que chegar antes, assistir ao treino do adulto. Pegar bola, enxugar quadra, para já ir pegando”, afirmou.
Dani acredita que o Brasil tem uma geração promissora na posição, mas ressalta que o desenvolvimento exige trabalho. “Acho que estamos vindo com uma geração boa aí, mas tem que treinar bastante”, disse.
A própria trajetória da levantadora foi construída ao lado de grandes referências. Ela passou por Osasco, Pinheiros e Rexona, atual Sesc RJ Flamengo, além de ter trabalhado com José Roberto Guimarães e Bernardinho.
Em sua oitava temporada pelo Sesi Bauru, Dani também falou sobre a seleção brasileira. Ela confirmou que não pretende voltar e lembrou o corte para os Jogos de Tóquio, em 2021.
“Eu estava muito chateada. Não vou voltar. Hoje eu tenho uma autonomia, essa sou eu hoje”, acrescentou.