Ausência na lista de Bernardinho para a disputa do Sul-Americano no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro (RJ), Douglas Souza explicou o porquê de ficar novamente fora da Seleção. O ponteiro, que já havia sido baixa fas na fase final da VNL, destacou que estava sem o seu melhor nível de competitividade.
“Tive que resolver problemas pessoais, e a seleção entendeu tranquilamente. Deu tudo certo, mas não participei da etapa final da VNL e da preparação para o Pré-Olímpico (Sul-Americano). Os meninos jogaram mais de 10 partidas, e compreendo que o Bernardinho queira convocar quem esteve junto e treinou com o time nessas últimas semanas. Vim para o meu clube, que estava precisando de mim para o Campeonato Paulista, e as coisas se encaixaram bem”, contou Douglas, em entrevista ao site “ge”.
Segundo Douglas, Bernardinho chegou a enviar uma mensagem antes do anúncio oficial da lista para marcar uma conversa, que acabou não acontecendo por conta da rotina de compromissos. Apesar disso, o ponteiro destacou que mantém uma ótima relação com o treinador.
“Eu e o Bernardo somos muito ligados. Ele tem uma preocupação de pai com todo mundo, e nós brincamos que os jogadores da seleção são os filhos dele. Na correria, acabamos não conversando, mas entendo as decisões tomadas. Está tudo certo, e sempre nos falamos, por ligação ou mensagem, para ajustar as coisas “, acrescentou Douglas, reforço do Vôlei Renata para a temporada 2026/2027.
Mesmo fora desta competição, o ponteiro garante que segue nos planos da seleção. O foco agora é fazer uma boa temporada pelo time de Campinas (SP), com preparação física, para voltar a ficar à disposição em 2027, ano de VNL e Mundial.
Em seu retorno ao grupo neste ano, após ter se afastado em 2021 para cuidar da saúde mental, Douglas afirmou ter encontrado um ambiente muito mais leve e acolhedor, o que foi fundamental até para lidar com ataques externos.
“Eu fiquei muito bem nessa volta à seleção, muito feliz. E isso é importante, porque realmente vivemos uma loucura, com viagens, treinos e jogos. Houve alguns ataques homofóbicos (de pessoas de fora da delegação), mas eu falei: “fo**. Deixa eles falando lá, que estamos trabalhando aqui. Isso mostra que minha cabeça está boa. A geração atual de jogadores é muito próxima, tem uma mente mais aberta. Podemos conversar sobre qualquer coisa, brincar, rir, e isso torna o ambiente mais aturável, porque lidamos com pressão o tempo todo. Se alguém precisar desabafar, todo mundo vai ouvir e tentar entender – contou.
Pela ligação criada com os companheiros, Douglas garantiu que será um torcedor assíduo no Pré-Olímpico, que será disputado no Maracanãzinho e vale o título sul-americano e vaga antecipada para os Jogos de Los Angeles 2028. O Brasil estreou com vitória sobre o Chile por 3 sets a 0, na última terça-feira (15/9) e encara a Bolívia já nesta quarta-feira (16/9), às 20h.
“Vou assistir aos jogos com o coração na mão. Sou aquele torcedor que grita, que esperneia. Quando estou no ginásio, claro, preciso ficar mais quieto. Mas, em casa, falo com meu marido o tempo todo: “ai, não acredito que Fulano fez isso, fez aquilo”. Depois, mando mensagem para os jogadores, mantenho contato o tempo inteiro. Mas eu fico muito nervoso torcendo – concluiu o atleta de 31 anos.