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Federação Polonesa questiona a FIVB sobre volta da Rússia

Sebastian Swiderski, presidente da Federação Polonesa de Vôlei, fez vários questionamentos à FIVB após decisão de liberar a Rússia
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Presidente da Federação Polonesa de Vôlei, o ex-jogador Sebastian Swiderski criticou a posição da Federação Internacional (FIVB) sobre o retorno da Rússia às competições internacionais.

Em entrevista para a TVP Sport, o dirigente polonês fez duras críticas à entidade máxima da modalidade pela rapidez e pela forma com que chancelou a volta russa, mesmo com a guerra com a Ucrânia ainda em andamento.

– Fiquei e estou um pouco chocado e muito surpreso. Primeiramente, nada mudou fora da fronteira leste. Pessoas ainda estão sendo bombardeadas e assassinadas. Provavelmente como recompensa pela suspensão pelo COI, a Rússia bombardeou a Ucrânia com bastante força à noite. Mais uma vez, uma dúzia de pessoas foram mortas – disse Swiderski.

– Convido os senhores a viajarem para a Ucrânia para ver como é a vida lá diariamente. Fico imaginando como eles (dirigentes da FIVB) agiriam se a Rússia atacasse seu país, e se também tomariam tais decisões tão rapidamente.

O dirigente polonês citou ainda uma reunião recente, com o tema sendo tratado

– Duas semanas atrás, antes da Liga das Nações em Gliwice, estávamos em uma reunião no Ministério do Esporte e Turismo com um representante da Volleyball World. Durante essa reunião, foi feita uma pergunta do ministério sobre a Rússia e a Bielorrússia. A resposta, claro, baseou-se em aguardar pela decisão do COI, com a condição de que não parece que isso aconteceria tão cedo. Além disso, foi assegurado que a FIVB ainda teria que tomar uma decisão posteriormente. Então ficamos muito tranquilos. No entanto, em duas semanas, houve uma mudança. O COI emite uma decisão e a FIVB é a primeira das federações mundiais a confirmar essa decisão e permitir que a seleção russa compita em todos os aspectos – explicou o presidente polonês.

RETORNO QUASE IMEDIATO

Ontem, a Rússia voltou a aparecer no ranking mundial. No masculino, o país aparece em terceiro lugar após ter a pontuação “descongelada”. No feminino, as russas estão em nono. Se nada mudar nos critérios atualmente previstos, a Rússia voltará a disputar a VNL em 2027. O regulamento prevê que o país melhor colocado, ainda sem vaga, assume o lugar do último colocado da atual edição. Para Swiderski, outro erro da FIVB.

– Provavelmente o pior aspecto. A seleção russa, que não joga há quatro anos, sobe no ranking e está em terceiro lugar. Essa é uma decisão muito estranha para mim, porque é beneficiado não jogar e não marcar pontos – congelar o ranking para voltar ao terceiro lugar antes do evento mais importante e ter praticamente garantia de participação no Campeonato Europeu, no Mundial, nos Jogos Olímpicos. É completamente incompreensível.

CHANCE DE BOICOTE?

O presidente da Federação Polonesa também colocou em dúvida como seria uma edição de VNL com previsão de um jogo entre russos e ucranianos.

– Não vou forçar ninguém a boicotar, mas, por outro lado, não vou dizer que alguém necessariamente deve jogar contra a Rússia. É decisão de cada indivíduo, de acordo com sua própria consciência e convicções. Ao mesmo tempo, estamos aguardando diretrizes do nosso país, do ministério, do governo, do Estado. Até hoje, sabemos que um jogo da Rússia na Polônia é impossível. Estamos um pouco entre a cruz e a espada, porque por um lado temos uma federação mundial que nos obrigará a ter a Rússia em nosso país. Por outro lado, temos nosso país, onde os russos não obterão visto de entrada nem permissão de residência. Não consigo imaginar uma situação dessas.

Tags: PolôniaRússiaUcrânia

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