De acordo com o estudo, a Superliga masculina reuniu 123 marcas únicas, enquanto a feminina contou com 95 marcas distintas estampadas nos uniformes das equipes. Considerando as duas competições em conjunto, foram identificadas 203 marcas únicas que escolheram o vôlei como plataforma de exposição, relacionamento e construção de valor junto aos fãs do esporte.
O estudo reforça o posicionamento do voleibol como ativo estratégico dentro da indústria esportiva, especialmente diante do alcance e da conexão emocional da modalidade com o público nacional. Atualmente, os fãs de vôlei representam 67% da população brasileira adulta, o equivalente a 84 milhões de brasileiros com 18 anos ou mais, reforçando o potencial da modalidade como ambiente relevante para construção de marca, afinidade e relacionamento com consumidores.
– O mercado esportivo brasileiro tem ativos poderosos além do futebol, e profissionais, agências e anunciantes precisam ter clareza sobre o que cada uma das principais ligas do país representa em termos de presença de marcas e oportunidades comerciais. Esse levantamento é mais um passo concreto no mapeamento do inventário esportivo nacional – disse Muryel Methner, Diretora de Negócios do Ibope.
COMPARAÇÃO COM O FUTEBOL
Outro ponto destacado no estudo é a elevada média de marcas por equipes da Superliga, superando inclusive os índices registrados nas principais divisões do futebol brasileiro.
A Superliga masculina registra uma média de 10 marcas únicas por clube, superior à registrada na Série A do Campeonato Brasileiro masculino, cuja média histórica nunca ultrapassou nove marcas por equipe na última década. Já na Superliga feminina, a média chega a oito marcas por clube, contra cinco marcas por equipe observadas na elite do Brasileirão feminino de 2025.
“Os dados posicionam a Superliga masculina e feminina como ativos altamente valorizados e disputados comercialmente, com elevada concentração de patrocinadores e forte capacidade de atração de marcas de diferentes segmentos econômicos”, diz o estudo.
– O voleibol conta com uma das bases de fãs mais apaixonadas e fiéis do Brasil, e isso se reflete diretamente nas marcas que escolhem a Superliga como plataforma de relacionamento. Trazer luz a esse ecossistema é dar ao mercado a informação necessária para tomar decisões estratégicas e para o reconhecimento do voleibol brasileiro como ativo comercial de alto valor – analisou Muryel