A oposta Júlia Azevedo está de volta ao voleibol europeu. Aos 29 anos, a atleta foi anunciada como reforço do Kaposvar, da Hungria. O novo ciclo marca o retorno da jogadora às quadras após um grave episódio em sua vida.
Em novembro de 2025, Júlia foi vítima de uma tentativa de assalto na Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ) e acabou baleada
enquanto estava dentro de um carro conduzido por seu pai. O crime ocorreu na esquina das ruas Conde de Bonfim e Henry Ford, na Tijuca. Um dos disparos passou muito perto da cabeça do pai da jogadora, enquanto outro atingiu Júlia nas costas.
Apesar da gravidade da situação, a atleta não sofreu lesões em órgãos vitais e conseguiu se recuperar sem sequelas permanentes. Pouco tempo depois, anunciou uma pausa temporária na carreira para priorizar a recuperação física e emocional.
Agora, a brasileira inicia um novo capítulo ao acertar com o Kaposvar, que disputa as principais competições do voleibol feminino húngaro.
Revelada pelo Tijuca na temporada 2010/2011, Júlia Azevedo também acumulou experiência no voleibol universitário dos Estados Unidos, defendendo equipes da Flórida e da Califórnia. Na sequência, construiu boa parte da carreira na Europa, com passagens por clubes do Chipre, Espanha e Finlândia. No Brasil, além do Tijuca, vestiu a camisa do Brusque.