João Vítor Palhares, aos 16 anos, já está entre os destaques do vôlei masculino sub-17. Líbero da equipe do Rio de Janeiro nos Jogos da Juventude 2026, em Foz do Iguaçu (PR), o jogador conquistou a medalha de bronze no Mundial da categoria e agora busca outro título.
Conhecido como Joãozinho, o atleta trocou o Tijuca Tênis Clube pelo Fluminense em 2025 e mudou de posição, de ponteiro para líbero. A adaptação abriu caminho para a Seleção Brasileira e para a disputa do Mundial, no qual se destacou na recepção.
“Quando comecei a ver os meninos da minha idade com dois metros, falei: ‘tenho que mudar para ser o melhor’. Precisei me tornar líbero para não ficar atrasado e, graças a Deus, deu tudo certo”, contou João.
A preparação para o Mundial também foi importante para sua evolução. João Vítor passou cinco meses treinando em Saquarema (RJ) com a Seleção antes da competição.
“Teve um técnico que falou que evoluí dois anos em cinco meses”, relatou o jovem atleta.
Agora, o jogador quer continuar crescendo no esporte e chegar à Seleção adulta. Entre seus objetivos está superar o desempenho do francês Corentin Agnèse, eleito o melhor líbero do Mundial sub-17.
“Estou feliz de ter sido o melhor passador do Mundial, mas pretendo evoluir e melhorar muito para ganhar mais títulos”, afirmou o defensor.
Nos Jogos da Juventude, João Vítor joga ao lado de Lucca Perazzo e Arthur de Paula, também integrantes do Brasil no Mundial. O Rio de Janeiro estreou com derrota para São Paulo por 2 sets a 1, no sábado (24/10), mas venceu Minas Gerais por 2 a 0 no domingo (25/10). A equipe enfrenta o Distrito Federal nesta segunda-feira (26/10), pelo encerramento da primeira fase.
“Quando a gente veio para cá, desde o início o objetivo era ser campeão, mas o nível é muito grande. Nós temos time para isso, estamos pensando em como ganhar e esse é o nosso sonho”, concluiu Joãozinho.