O ponteiro de 34 anos se recuperou de uma lesão no ombro, voltou a ser titular da Seleção e teve atuações consistentes diante de Irã e Bélgica, no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília.
– Em vez de fazer careta de dor, estou voltando a sorrir – admitiu o capitão da Seleção.
– A situação que eu tive no ano passado foi muito complicada. Nunca tinha ficado tanto tempo parado por conta de uma lesão, uma lesão bem complicada. Problema no ombro sempre assusta bastante os jogadores. No ano passado não consegui chegar nos 100% pois era uma lesão muito séria.
REABILITAÇÃO
Por conta da recuperação, Lucarelli não teve tanta minutagem pelo JTEKT Stings, do Japão. Com a limitação de estrangeiros no regulamento, o oposto Stephen Boyer e o americano TJ Defalco foram mais utilizados. E o cenário adverso até virou um aliado do brasileiro.
– Neste ano, continue sem jogar tanto no Japão. E vou até dizer para você que foi positivo não atuar em todos os jogos, pois não sobrecarreguei o ombro e consegui evoluir, trabalhar bem e me recuperar da lesão. E agora aqui na Seleção estou conseguindo jogar. Já visto essa camisa há tempo, quero muito ajudar e estou podendo contribuir bem neste início de VNL.
Ele soma 30 pontos em dois jogos na Liga das Nações, sendo 21 no ataque, com 58% de aproveitamento, seis no bloqueio e mais três no saque.
Nesta retomada do melhor momento físico e técnico, Lucarelli admite ainda um outro desafio superado:
– Foi muito mais difícil até na questão mental. Estou acostumado a estar em quadra o tempo inteiro. No ano passado ir para o Japão e não conseguir treinar, sentir dor em todo treino… Isso é muito difícil. Estava até brincando com a minha esposa que foi uma temporada de resistência mental. E fico muito feliz por ter passado esse ano muito bem, estar equilibrado. Agora estou conseguindo sofrer menos para jogar – contou.
O Brasil folga na sexta-feira na VNL, voltando a atuar no sábado (13/6), diante da Sérvia, às 11h, tentando manter o aproveitamento de 100%.