Um técnico tricampeão olímpico, uma especialista em bloqueios e um ícone da Fórmula 1. Junte então José Roberto Guimarães, Carol e Lewis Hamilton e tenha algumas referências para Luzia moldar sua personalidade e construir sua carreira no vôlei.
Em uma hora de entrevista, Luzia relembrou o início surpreendente no vôlei e como foi difícil sair tão cedo de casa. Com uma maturidade maior do que a idade sugere, ela analisou pontos fortes e fracos do seu jogo, falou sobre a experiência ainda curta no Gerdau Minas e projetou o futuro.
“Uma das maiores honras da minha vida foi ter essa oportunidade de ficar cinco temporadas no Barueri. Sempre tive muitas propostas, mas eu entendia o quão bom era estar ali pro meu futuro. Sei que minha carreira ainda vai ser longa, tenho muitos anos, mas eu sempre vou frisar a importância de Barueri e o quão importante é para a base do Brasil quando se trata de vôlei”, disse Luzia.
O desenvolvimento como atleta e pessoa
No Barueri e na Seleção, Luzia sempre teve Zé Roberto “na sua cola”. Ela cita várias passagens de como as dicas e broncas do treinador surtiram efeito. Passar a sacar viagem é um desses exemplos. E ela detalha o estranhamento do primeiro pedido feito por ele neste ano sobre o assunto.
“Ele (Zé Roberto) sempre vai me cobrar e é isso que eu espero dele. Eu quero muito que essa cobrança continue para eu evoluir, para eu conseguir dar passos como atleta e como pessoa”, contou.
Atualmente ela se recupera de uma lesão muscular abdominal. E não esconde a ansiedade para voltar a jogar na temporada 2026/2027 pelo Minas:
“A recuperação tem sido muito boa. É difícil falar sobre um prazo quando eu vou voltar porque é uma lesão um pouco chata, não em termos cirúrgicos, não é nada que vá me tirar do vôlei por muitos meses, nem por muitas semanas, mas é uma lesão chata para voltar. Às vezes acontece da pessoa estar muito confiante, voltar e fazer algum movimento que não era hora e acabar se lesionando de novo no mesmo lugar. Então é algo que todo mundo está tendo muito cuidado agora”.