O Minas chegou a perder o primeiro set por 20 a 14, mas reagiu e venceu a parcial por 25 a 23. Depois da virada, o time comandado por Leandro Vissotto assumiu o controle da partida e confirmou a vitória em sets diretos.
Em entrevista após a partida, Luzia apontou a confiança como um dos fatores fundamentais para a reação da equipe.
“Acho que o fundamental foi a confiança. Principalmente a confiança no meu saque”, afirmou.
A central também destacou a mudança de comportamento do Minas durante o primeiro set. Para Luzia, a equipe precisou recuperar a comunicação dentro de quadra para buscar uma virada que parecia improvável quando o Mackenzie abriu seis pontos de vantagem.
“A gente precisava voltar a conversar. Todo mundo estava indo para um canto. Nessas horas, para virar um jogo, é preciso estar todo mundo junto.”
Saque viagem pode ser diferencial para Luzia
Aos 22 anos e com 1,99m, Luzia inicia uma temporada importante na carreira. Uma das características que chamaram a atenção em sua estreia diante da torcida do Minas foi o saque viagem.
A central já vinha apostando no fundamento durante a temporada com a Seleção Brasileira. Agora, no Minas, a tendência ficou novamente evidente: Luzia busca um saque mais agressivo, capaz não apenas de produzir pontos diretos, mas também de quebrar a linha de passe adversária e facilitar o trabalho do bloqueio e da defesa.
O desenvolvimento desse fundamento pode representar um diferencial também na disputa por espaço na Seleção Brasileira. Com os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 no horizonte, Luzia está entre as centrais que buscam se consolidar no grupo de José Roberto Guimarães e brigar por uma posição entre as titulares.
Vissotto quer um Minas mais agressivo
A aposta de Luzia no saque combina com uma das ideias que Leandro Vissotto pretende implementar no Gerdau Minas.
Ex-oposto e acostumado à agressividade do vôlei masculino, o treinador tem reforçado desde o início do trabalho a necessidade de o Minas pressionar os adversários a partir do saque.
Depois da vitória sobre o Mackenzie, Vissotto confirmou que o fundamento ocupa espaço importante na rotina de treinamentos.
“Essa é a nossa identidade. A gente tem bons sacadores, a gente treina muito saque, treina todo dia saque. A gente trabalha os fundamentos, trabalha tecnicamente, tenta construir os fundamentos para poder executar cada vez melhor. Esse é o caminho”, afirmou o treinador.
Para Luzia, trabalhar em uma equipe que pretende assumir esse risco no saque pode ajudar no desenvolvimento de uma arma importante também na disputa por espaço na Seleção Brasileira.
A central chegou ao Minas para a temporada 2026/27 e assumiu uma posição que tinha Julia Kudiess, sua companheira também na Seleção. A estreia diante da torcida minastenista foi o primeiro passo dessa nova fase da carreira.
Mineiro também serve de preparação para a Superliga
Luzia destacou ainda que, apesar de o Campeonato Mineiro ser uma competição curta, os jogos têm peso importante para o desenvolvimento da equipe antes do início da Superliga Feminina.
“Todo mundo vai dar o gás, todo mundo quer vencer esse campeonato. O Mineiro é um campeonato importante, mas também é uma pré-Superliga. Todo mundo quer se preparar, jogar contra os adversários e estudá-los”, disse.
Mesmo com a vitória por 3 sets a 0 na estreia, a central entende que o Minas ainda precisa aumentar a intensidade.
“Acho que a gente tem que entrar com um pouco mais de energia.”
O Gerdau Minas volta à quadra nesta sexta-feira (9/10), às 18h, contra o Brasília Vôlei/BRB, na Arena UniBH, pela segunda rodada do Campeonato Mineiro Feminino.