A levantadora Macris, do Itambé/Minas, não escondeu a insatisfação com o novo piso utilizado nas competições nacionais brasileiras. Em entrevista ao Web Vôlei, a titular da Seleção Brasileira demonstrou contrariedade com a forma com que a mudança foi feita e apontou riscos para a integridade físicas dos atletas.
Na noite de segunda-feira, Macris ficou nítida chateada com um lance no terceiro set da partida contra o São Paulo/Barueri. Ao deslizar para fazer uma defesa, ela viu uma joelheira “travar” no piso. Um susto que poderia ter se transformado numa lesão (veja reprodução do lance abaixo).
– Realmente um absurdo. Fazer uma mudança dessas em um ano pré-olímpico? E para começar, uma mudança que não foi sugerida, argumentada ou testada. Foi imposta! Afinal, até onde eu sei, ninguém consultou os atletas anteriormente e, diante das retóricas negativas, aparentemente, continuamos na mesma. Foi uma mudança feita em benefício do esporte e dos atletas? Não! Foi feito para aumentar segurança, maximizar desempenho etc.? Não! Ao que parece, apenas um interesse visual, estético, seja lá o que for. Foi estudada a questão da cor, da tonalidade? Se ia atrapalhar visualmente a percepção da bola ou das linhas e até mesmo para a arbitragem? Se sim, acho que faltou um pouco de bom senso ao escolher esse tom de amarelo com linhas brancas. Sobre a questão do material, aparentemente dizem que é o mesmo, porém, obviamente não está tendo o mesmo resultado. Qualquer um que tivesse colocado uma joelheira e tentado cair no chão para testar o que aconteceria perceberia a diferença automaticamente. Foi feito algum tipo de tratamento no piso para não dar essa diferença e já poder começar funcionando de forma adequada? Não! Teremos que aguardar um tempo indeterminado de meses, anos ou décadas até o tal piso “gastar” e, quem sabe, se tornar viável? – comentou Macris, que completou.


