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Maternidade na VNL: as mães-atletas em ação

VNL de 2026 tem várias atletas dividindo o tempo de jogos e treinos com a maternidade. Confira os desafios e as lições das mães-jogadoras
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A difícil tarefa de conciliar a vida de atleta de alto rendimento e a maternidade. Esse desafio tem sido enfrentado por algumas atletas na Liga das Nações feminina de vôlei (VNL) em 2026.

Na lista, a líbero brasileira Nyeme, a levantadora dominicana Niverka Marte, a meio de rede americana Anna Hall e a levantadora tcheca Pavla Smidova. Mães dividindo o tempo entre treinamento, viagens, jogos e os cuidados com os filhos pequenos.

Na etapa de Brasília, Nyeme e Marte estiveram juntas. A líbero teve Antonella, de um ano, ao seu lado nos treinos, recebendo ajuda da mãe, que viajou do Maranhão, para ajudá-la. A capitã da seleção dominicana, de 35 anos, participou da VNL 2025 enquanto esperava sua primeira filha, Alana. Ela se tornou mãe em dezembro de 2025 contou ao Web Vôlei

como a brasileira também virou uma inspiração.

– Eu a vejo no restaurante com a filha, recebendo ajuda das companheiras de time e da mãe que veio para cá para dar um suporte. E é uma inspiração para mim. Nesta semana posso ajudar com um pouco mais de tranquilidade por ter uma rede de apoio na República Dominicana – contou Marte.

Ao ouvir do Web Vôlei o relato de Marte, Nyeme se emocionou:

– Estamos mostrando que é possível realizar o sonho da maternidade e seguir a carreira profissional. Não é fácil, mas temos de mostrar que existe essa possibilidade. Sempre com a compreensão de comissão técnica, demais jogadoras e com a ajuda da família – disse Nyeme, de 27 anos.

A VIDA DAS MÃES-ATLETAS

Hall, de 26 anos, teve seu filho Louie em setembro passado e retomou sua carreira em fevereiro, jogando na LOVB. Apenas quatro meses depois, ela já estava de volta à seleção nacional jogando no vizinho Canadá na primeira semana da VNL.

– Estou muito orgulhosa de estar de volta. A melhor parte para mim, além de tê-los aqui, é que a Federação Americana tem sido muito solidária e acolhedora com minha família também. Ficar aqui sozinho seria impossível – disse à Volleyball World.

Anna Hall voltou a atuar após a maternidade (Divulgação FIVB)

Equilibrar a vida de atleta de elite e mãe também é a realidade da levantadora tcheca Pavla Smidova. Mãe de dois meninos pequenos, ela havia representado pela última vez a seleção nacional em 2019 antes de retornar para a VNL 2026, aos 33 anos.

Ela admite que voltou mudada, vendo as coisas de uma perspectiva diferente, e não poderia estar mais feliz por vivenciar suas duas principais paixões ao mesmo tempo.

– Quando voltei depois da licença-maternidade, fiquei tão feliz porque ainda podia jogar vôlei. Queria que todo mundo pudesse voltar depois de ter filhos. Antes das crianças, vôlei era tudo para mim. Agora mudou. Família é minha prioridade, e vôlei é só por diversão. Penso neles todos os dias, mas quando chega a hora do jogo, foco no jogo. Depois, volto para o modo mãe.

REFLEXÕES

As quatro histórias têm características únicas e apresentam personagens de diferentes idades e origens, mas todas voltam ao mesmo tema: a capacidade de cumprir os papéis diferentes na maternidade e nas quadras.

– Maternidade e vôlei consomem todo o seu tempo, mas ser atleta me ensinou que você é capaz de mais do que imagina. Eu sei que é muito exigente, especialmente para mulheres e para seu corpo, mas sempre quis ser mãe. Você pode encontrar o equilíbrio, mas tem que querer isso. Você pode ter um bebê e ainda estar em quadra, acho que é possível fazer as duas coisas – disse Marte.

Elas também viram exemplos para outras atletas com sonho de ser mãe:

– Eu diria para não esperar por isso. Nada é garantido. Eu não queria deixar a família de lado, e espero ainda conseguir fazer os dois. É ótimo ter os dois, e é possível.

Tags: Liga das NaçõesNyemeVNL

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