Titular do técnico Rui Moreira, Michelle teve participação importante no equilíbrio do passe e no volume de jogo do Praia. Ao lado da líbero Natinha, a ponteira ajudou a dar sustentação à linha de recepção e permitiu que Fabíola tivesse mais opções para distribuir o ataque.
Michelle deixou a quadra durante o quarto set, mas voltou no tie-break. Depois da partida, reconheceu que o desgaste físico pesou na reta final da decisão.
“Eu queria ter conseguido ajudar mais a minha equipe. Chegou ali um momento que pegou um pouco o cansaço, faltou um pouco de perna, mas acontece. Foram dois jogos seguidos no início de temporada. Então a gente vai melhorar cada vez mais.”
Michelle aponta mudança no saque do Flamengo
Para Michelle, o Praia fez dois primeiros sets muito bons. A mudança da partida aconteceu principalmente a partir do crescimento do Sesc RJ Flamengo no saque.
“A gente entrou bem, fizemos dois primeiros sets muito bons, mas acho que foi mérito delas. Elas foram mais agressivas no saque, dificultando a nossa recepção, e a gente estava jogando com muitas bolas altas, o que facilitou o jogo delas de bloqueio e defesa.”
O Praia venceu as duas primeiras parciais por 25-18 e 25-23. O Flamengo respondeu com 25-20 e 25-22 e levou a decisão para o tie-break. No quinto set, o time carioca venceu por 15-10.
Michelle também identificou um segundo ponto importante na mudança do confronto: o Praia deixou de pressionar a recepção adversária como havia feito no início.
“A gente não quebrou muito a recepção delas e acabou que elas jogaram mais soltas e foram mais agressivas.”
Experiência de uma tricampeã da Superliga
Aos 39 anos e com 1,78m, Michelle inicia mais uma temporada como uma das jogadoras experientes do elenco do Praia. A ponteira está em sua quinta passagem pelo clube de Uberlândia e foi uma das seis atletas mantidas pelo atual campeão da Superliga para 2026/27.
Michelle tem três títulos de Superliga na carreira. Os dois primeiros foram conquistados pelo projeto do Rio de Janeiro, nas temporadas 2008/09 e 2009/10. O terceiro veio justamente com o Praia, na última temporada.
E Michelle teve papel de protagonista na conquista. Na final da Superliga 2025/26, no Ginásio do Ibirapuera, o Praia derrotou o Gerdau Minas por 3 sets a 0. A ponteira marcou 14 pontos e recebeu o Troféu VivaVôlei.
Michelle destaca força do elenco do Praia
Apesar da derrota na Copa SuperVôlei, Michelle saiu da competição destacando a quantidade de opções que o treinador terá ao longo da temporada.
“O ponto positivo é que a nossa equipe está muito forte e o Rui vai poder contar com todas as jogadoras. O elenco tem muitas peças que podem entrar e ajudar, assim não sobrecarrega ninguém. A temporada é longa e a gente sabe que vai precisar de todo mundo bem fisicamente até o final.”
A oportunidade de corrigir os problemas apresentados na final virá rapidamente. Praia e Sesc RJ Flamengo voltarão a se enfrentar na próxima semana, no Jogo das Estrelas, no dia 3 de outubro.
Para Michelle, o intervalo servirá para analisar a virada sofrida em Niterói e entender o que precisa mudar para o reencontro.
“A gente vai descansar, na medida do possível, uma semana, para estudar o que a gente pode fazer de melhor para não tomar essa virada. De repente continuar sendo agressiva no saque.”