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Mireya lamenta boicotes que tiraram Cuba das Olimpíadas

Mireya Luis relembrou os boicotes que impediram a seleção de Cuba de disputar os Jogos Olímpicos de 1984 e 1988
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Mireya Luis, uma das maiores ídolas do esporte cubano, relembrou os boicotes que impediram a seleção de Cuba de disputar os Jogos Olímpicos de 1984 e 1988. Na avaliação da tricampeã olímpica, o país poderia ter conquistado mais duas medalhas de ouro se tivesse participado das duas edições.

A ex-jogadora conquistou três ouros olímpicos consecutivos com a seleção cubana, nos Jogos de Barcelona 1992, Atlanta 1996 e Sydney 2000.

Em entrevista ao Basticast, ao lado de Virna, Mireya também falou sobre a situação atual de Cuba e as dificuldades enfrentadas pelo esporte.

“O país vive uma escassez muito grande, principalmente de combustível. Passamos muitas horas sem luz, sem água, sem gás. É muito doloroso o que o meu país está passando neste momento, mas acredito que tenha um final. Sei que precisamos fazer grandes trocas, porém não queremos voltar a ser escravos”, declarou Mireya.

A falta de recursos também impõe dificuldades à participação dos atletas cubanos em competições internacionais. Segundo Mireya, os jogadores da seleção masculina que atuam no exterior custearam as próprias despesas e as de companheiros e integrantes da comissão técnica para viabilizar a participação da equipe.

Mesmo diante desse desafio, o time masculino de Cuba garantiu vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. Mireya espera que a equipe também consiga disputar o próximo Campeonato Mundial.

“A Federação Internacional está fazendo um trabalho muito sério para que os atletas não só de vôlei, como de outras modalidades também possam participar”, afirmou a cubana.

Atualmente, a ex-jogadora exerce funções na Federação Cubana de Vôlei e na Federação Internacional e trabalha para contribuir com a recuperação da modalidade em seu país.

Uma das iniciativas para o desenvolvimento do vôlei cubano é a chegada do brasileiro Luizomar ao comando da seleção feminina.

A ex-jogadora explicou que a escolha também levou em consideração a relação entre os dois países e o respeito do treinador à tradição do vôlei cubano, construída por profissionais como Eugenio George.

“Acima de tudo, ele respeita a Escola Nacional Cubana, o legado do Eugenio, que ele admira e fala”, declarou a ex-atleta de Cuba.

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