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Mireya Luis revela sacrifícios e dificuldades da carreira

Mireya chegou a treinar oito horas por dia, passou períodos longe da família e voltou a jogar apenas nove dias depois do nascimento da filha
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Mireya Luis, três vezes campeã olímpica por Cuba, chegou a treinar oito horas por dia, passou longos períodos longe da família e voltou a jogar vôlei apenas nove dias depois do nascimento da filha. Em entrevista ao Basticast, Mireya destacou a entrega exigida pelo alto rendimento e a importância da dedicação para alcançar grandes resultados.

“Muito sacrifício que se tem quando se está praticando algo tão bonito. Só o amor te leva a fazer algo assim”, afirmou a ex-jogadora.

Questionada se vale a pena enfrentar essas dificuldades, ela respondeu: “Vale e muito. O esporte não te dá força só nos músculos, mas também nos músculos da alma”.

Um dos relatos mais surpreendentes da ex-jogadora envolve a maternidade. Mireya descobriu que estava grávida quando já estava com quase sete meses de gestação, depois de continuar treinando, competindo e viajando normalmente.

A confirmação aconteceu após uma radiografia. Segundo ela, o médico inicialmente não acreditou que a imagem mostrava sua filha.

“A enfermeira chega e mostra a radiografia com um bebê e ele diz que não é minha. E pediu para repetir. E lá estava a minha filha com os pés cruzados e o dedo na boca”, contou a ex-jogadora.

O parto aconteceu apenas duas semanas e meia depois da descoberta. Naquele momento, a seleção cubana se preparava para disputar o Campeonato Mundial de Vôlei. Mesmo sem estar recuperada, Mireya voltou às quadras nove dias depois de dar à luz. Enquanto a atleta retomava as atividades, sua mãe cuidava da bebê.

“Não estava pronta para jogar, mas sabia que a minha presença era muito importante”, relatou Mireya.

Da infância à seleção cubana

A trajetória de Mireya começou cedo. Aos dez anos, ela tentou entrar em uma escola de esportes em Cuba, apesar de medir apenas 1,49 metro e ser mais baixa do que as outras candidatas.

Ao perceber que não seria chamada, decidiu demonstrar seu potencial à professora.

“Antes dela pedir para eu saltar, eu já saltei e toquei o teto. E saltei de novo e toquei o teto com as duas mãos”, lembrou a cubana.

Aos 15 anos, Mireya já estava na seleção do país, sob o comando do treinador Eugenio George, a quem considera o melhor técnico de vôlei do século XX.

“Ele via que eu queria estar ali, que eu queria estar na seleção nacional. E esteve comigo do primeiro ao último dia”, afirmou.

A ex-jogadora conquistou três medalhas de ouro olímpicas, em 1992, 1996 e 2000, e protagonizou confrontos históricos com a Seleção Brasileira. Ao relembrar a rivalidade entre as equipes, destacou que a disputa era motivada pelo objetivo de conquistar títulos.

“Nós não lutamos e não brigamos porque odiávamos umas às outras. Simplesmente lutamos e brigamos porque tínhamos um só objetivo, que era ganhar uma medalha e trazê-la para o nosso país. Então tudo se resume a esse desejo de ser campeão olímpico”, disse Mireya.

Ao falar sobre a própria trajetória, ela demonstrou orgulho da carreira e afirmou que faria as mesmas escolhas novamente.

“Eu joguei vôlei, estive em tantos cenários, defendi tantas medalhas, é a expressão do que você sente, e que bom que a nova geração, as pessoas, tenham tirado o melhor disso. E, modestamente, se eu tivesse que voltar a fazer, viveria minha vida exatamente como vivi desde que nasci até hoje”, concluiu a ex-jogadora.

Tags: CubaMireya luis

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