e, duas semanas depois, já estava em quadra novamente,
liderando o Sesi Bauru na vitória por 3 sets a 0 sobre o Fluminense, na abertura dos playoffs das quartas de final da Superliga, com homenagem do Bauru.
– Sempre alegre, sempre alto astral. E deu para ver a preocupação que ela ficou com a notícia. Ela compartilhou com a gente. Nós monitoramos todas as atletas, a saúde delas. A Dani Lins, por ser capitã, levantadora, a jogadora que é, deixou a gente preocupada, mas depois vieram notícias boas – comentou Modenesi
O técnico contou ainda que a comissão técnica do Bauru optou por não forçar a recuperação da atleta, que completou 40 anos em janeiro e volta à uma final de Superliga após oito temporadas. Dani Lins é uma das apostas de Modenesi para superar o Osasco, que teve campanha melhor na primeira fase.
– Os médicos foram tranquilizando a gente e fomos entendendo que se tivesse dificuldades para voltar ao longo da temporada, a gente trabalharia com o que tinha. A gente sabia que tinha a possibilidade (de voltar mais cedo), mas a gente não podia contar com isso. Então, seguimos trabalhando e a tranquilizando em relação a isso, de que não precisava acelerar o processo de recuperação dela, que era para seguir os protocolos e que nós ficaríamos muito felizes. E ficamos feliz com o retorno, tanto que ela tem jogado muito e chegamos aonde chegamos. Foi um período turbulento, mas no final deu tudo certo – concluiu.
Dani Lins também comentou sobre o rápido processo de volta às quadras e relatou um apoio do marido Sidão, que se aposentou do voleibol em 2020.
– As meninas, a comissão técnica. Todo mundo de Bauru, todo mundo que me encontrava na rua: “você vai voltar?” Então, a energia sempre positiva me contagiou muito. Então, essa minha volta em 12 dias não foi porque eu fui fazer um esforço. Eu fui liberada. O doutor falou assim: “você está liberada, você pode jogar amanhã”. E eu tinha falado pra ele que nem que eu estou liberada. Ele me mandou aos poucos, ele falou que eu estou liberada. Então, eu treinei alguns dias e falei “seja o que Deus quiser”. Eu tenho um Sidão em casa, onde ele falou assim, “Amor, não são 8 dias (parada) que vai fazer você parar de saber dar o toque”. Então, isso me deixou muito tranquila. Então, a gente treinou 3 dias e eu falei: “vamos para o jogo, vamos pra vida, que é a vida que segue” Então, os médicos me deixaram bem tranquilos quanto a isso. E eu com a cabeça muito boa e o meu coração em paz, acho que tudo deu certo por isso – revelou Dani Lins.