– Está tudo aberto. Em um período tão grande de tempo, muita coisa pode acontecer. Eu já vi muita coisa mudar em véspera de grandes competições, com vários garotos surgindo e ganhando espaço – comentou Renan ao Web Vôlei.
Depois de um 2019 de muitos testes e bons resultados, com a conquista da Copa do Mundo, a Seleção masculina já tinha uma base bem sólida para a Olimpíada de 2020. Arrisco a dizer que no máximo duas vagas ainda estariam abertas entre os 12 para Tóquio, para definição na Liga das Nações (um central e um ponteiro). Com a mudança radical de cenário e calendário, alguns atletas terão de manter a boa fase por mais tempo, enquanto outros, em baixa, terão nova chance de reconquista de espaço.
Reproduzo aqui coluna escrita em outubro do ano passado, após a Copa, com esse cenário das vagas.
O técnico concordou com a decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI).
– Era a melhor solução. Numa competição do porte da Olimpíada é preciso ter risco zero. Também é preciso ter a igualdade, o fair play. Para muitos, a preparação seria prejudicada nesta quarentena por conta do coronavírus. Foi uma tomada correta de decisão e ponto – comentou Renan.
Para ele, os próximos meses serão de análise do cenário para definir como organizar os planos da Seleção masculina:
– Planejamento e treinamento são nossos dois pilares. E estamos sem os dois atualmente. Na verdade, todo mundo está. Hoje eu já penso em plano B, plano C, pois o ano olímpico voltou a ser ano pré-olímpico. Não sabemos como serão os próximos jogos, talvez com poucos jogos, o que talvez nos obrigue a ter uma programação de amistosos. Agora temos de monitorar, ficar atentos, acompanhando o que será feito nos clubes.
Por Daniel Bortoletto