A cicatriz vai demorar para fechar. O Brasil teve chances, mas a vaga na final do torneio feminino de vôlei dos Jogos Olímpicos de Paris escapou. Nesta quinta-feira (8/8), derrota para as americanas no tie-break. Alguns números ajudam a entender como a sensação do quase vai permanecer na mente do vôleifã por um bom tempo:
– O Brasil lamentou muitos os contra-ataques perdidos no começo do tie-break, quando poderia ter aberto uma boa vantagem. E o 6 a 6, depois de um longo rally finalizado pelas americanas, teve um peso grande.
– O aproveitamento das jogadores de extremidades dos EUA foi melhor: 56% para Drews, 52% para Plummer e 36% para Skinner. Pelo Brasil, 50% para Ana Cristina, 33% para Rosamaria e 32% para Gabi.
– As centrais de ambos os times atacaram pouco: 16 para Ogbogu + Washington e 10 para Thaisa + Carol.
– No passe, o Brasil usou suas duas líberos. Nyeme teve 45% de sucesso em 18 ações e Natinha, 40% em quatro. Gabi finalizou com 83%.
– Diversos números foram iguais ou muito perto disso: exatamente empatadas na quantidade de ataques feitos (150), iguais em erros (21), duas defesas apenas a mais para as americanas (63 a 61), dois pontos de block a mais para o Brasil. Mostram como o jogo poderia ter sido finalizado para qualquer um dos lados.


