1987. Indianápolis. O Brasil derrota a poderosa seleção masculina de basquete dos Estados Unidos na final dos Jogos Pan-Americanos. Oscar Schmidt, o camisa 14, foi o cestinha com 46 pontos.
Eu tinha 8 anos. Era impossível ter a noção do tamanho do feito histórico que havia acabado de assistir pela TV. Mesmo assim, aquela medalha de ouro fez o esporte entrar de vez nas minhas veias.
Já gostava de futebol, é verdade. Minha primeira memória esportiva é a Copa do Mundo de 86, na Espanha, com a derrota do Brasil nos pênaltis para a França, nas quartas de final. Quase um trauma.
Vieram Senna, Piquet, Hortência, Paula, o ouro do vôlei masculino em 1992… E eu já sabia que o esporte faria parte da minha vida para sempre. Cursar jornalismo era o passo necessário para trabalhar com esporte. E, felizmente, vivo dele desde 1999.
Durante minha trajetória no LANCE!, tive o privilégio de trabalhar com profissionais especialistas em basquete. Marcelo Laguna, Samy Vaisman, Danielle Rocha e Adalberto Leister Filho retrataram em páginas do jornal e em conversas deliciosas várias e várias histórias. E me ajudaram muito a entender o feito daquela Seleção de 1987.
Em 2016, na chuvosa Arena do vôlei de praia em Copacabana, trabalhei na conquista do ouro olímpico de Alison e Bruno Schmidt. A medalha sonhada pelo tio foi parar no pescoço do sobrinho. Daquelas histórias que apenas o esporte pode contar.
Nesta sexta-feira triste, caminhei pelo Taquaral pensando em Oscar. Ele me ajudou a relembrar parte da infância, adolescência e vida adulta. E faço questão de agradecer. Ele e aquela geração fantástica do basquete ajudaram a moldar o meu caráter e escolher os caminhos da minha trajetória profissional.