As Chiquititas fizeram um returno de Superliga muito consistente, com vitórias sobre vários grandes do vôlei nacional, com orçamentos infinitamente maiores. Nos playoffs, o time de Wagão deu muito trabalho para o Minas, atual campeão.
E a melhor notícia para qualquer projeto é poder manter os destaques para a temporada seguinte. Diferentemente de outros anos, quando lutou para sobreviver, com José Roberto Guimarães pagando quase todas as contas, e perdeu as principais jogadoras para os rivais, o Flor de Ypê/Paulistano/Barueri agora vive outro cenário.
As parcerias fechadas nesta temporada seguem para 25/26, com patrocínio para o time e estrutura para o Centro de Treinamento Sportville, casa dos times adulto e de base. O investimento garantido permitiu ao projeto fazer propostas para manter as atletas. Muitas delas, como a oposta Jheovana e a central Luzia, com ofertas de vários rivais, resolveram permanecer.
E essa manutenção do elenco de um ano para o outro será algo nunca antes vivido pelo projeto da família Guimarães. Para quem trabalha com jovens em sua maioria, isso vale ouro: ter tempo para lapidar os talentos. Wagão e sua comissão não precisarão começar quase do zero mais uma vez.
Algumas atletas, sem sombra de dúvidas, terão oportunidade de treinar e talvez jogar na temporada de seleções. E voltarão ao Paulistano Barueri ainda com mais bagagem em 2025/2026. Vale ficar de olho nessa versão mais madura das Chiquititas! O vôlei nacional agradece.
Por Daniel Bortoletto