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Pedro fora da seleção do Mundial sub-17 é um erro histórico

Coluna de Daniel Bortoletto sobre a escolha dos melhores do Mundial sub-17, sem a presença do levantador brasileiro Pedro
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A ausência do levantador Pedro da seleção do Campeonato Mundial sub-17 masculino de vôlei é algo bem difícil de aceitar e compreender. Com todo respeito a Akam Ebrahimnezhad, o escolhido pela organização, que fique claro. Mas o brasileiro jogou mais do que o iraniano e mais do que todos os demais da posição.

Pedro, inclusive, poderia tranquilamente ser o MVP da competição. As atuais regras da modalidade, porém, só costumam premiar como melhor jogador alguém do time campeão. Nem sempre é justo, mas é a regra vigente (escrita ou não).

Em Doha, Pedro comprovou algumas percepções já comentadas nos bastidores do vôlei brasileiro. Ele tem talento para ser um craque geracional. Faz com certa facilidade levantamentos difíceis para adultos profissionais. É corajoso, preciso, sabe ler o jogo.

Além disso, foi o melhor sacador do Mundial, com 14 aces. E nem vou considerar o papel de líder já exercido por ele como capitão da Seleção Brasileira.

Se eu puder dar um conselho para um menino de 16 anos, eu apenas pediria para não levar tão a sério a premiação de hoje. Lembro de um Mundial adulto vencido pela maior geração do Brasil em todos os tempos, uns 20 anos atrás. Ricardinho, no auge, ficou fora da seleção do campeonato. Durante um tempo, virou piada interna entre os companheiros. E também virou combustível para o brasileiro mostrar, nas competições seguintes, quem era o destaque daquela geração com sobras.

Tags: Mundial Sub-17Seleção Brasileira

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