– Vejo o Cachopa quase um discípulo do William (levantador do Fiat Minas). Ele foi reserva do William durante muito tempo. São times com características um pouco diferentes, mas agora vamos enfrentar o mestre (William). A gente conseguiu sacar muito bem contra o Sada Cruzeiro e agora vamos ter de sacar ainda melhor para o William não ter um passe tão qualificado nas mãos. Nessa semifinal, o nosso sistema defensivo precisa aparecer ainda mais. Do mesmo jeito que o Minas está nos estudando para parar o Renan, estamos estudando o jogo deles para parar o Escobar, um oposto de nível excelente. Vamos procurar fazer uma boa marcação nele – disse Peu.
Fiat Minas e Itapetininga se enfrentam nesta quarta-feira, a partir das 16h30, no Centro de Desenvolvimento de Voleibol, em Saquarema (RJ), na abertura das semifinais da Superliga Masculina. Na sequência, às 19h, jogam EMS Taubaté Funvic e Vôlei Renata. Os dois confrontos terão transmissão pelo SporTV.
– A gente perdeu jogos no tie-break e às vezes jogando bem. Perdemos para o Sada Cruzeiro na fase classificatória por 3 a 2 e perdemos para o Minas também, de virada, depois de fazer 2 a 0… A gente oscilou na primeira fase, mas continuamos acreditando. O importante é que os atletas, mesmo nas derrotas, não baixaram a guarda. É esse o espírito. A gente acreditava desde o início que poderia chegar às semifinais, mas o principal desafio foi fazer o time acredita que podia jogar no nível que deveria jogar para poder ganhar do Cruzeiro. E o primeiro jogo nos mostrou isso. A gente viu que era possível – completa Peu.
O treinador elogiou a estrutura do Itapetininga, que está sob ameaça de levar o projeto para outra cidade na próxima temporada.
– Nossas condições de trabalho no dia a dia são boas, a gente tem tudo o que precisa para trabalhar bem. Em termos de estrutura, não nos falta nada. Talvez a gente não tenha alguns luxos, as tudo o que a gente precisa na parte técnica, física, de fisioterapia, moradia dos atletas, alimentação, a gente tem. Não temos o orçamento das outras equipes para contratar jogadores mais renomados, mas conseguimos contratar o Renan numa situação atípica e ele nos ajudou (Buiatti estava no voleibol francês, mas foi vetado pelo departamento médico do clube por causa de uma lesão no pé e voltou para o Brasil em time) – disse Peu.
Para o técnico, outro desafio será controlar a ansiedade da sua equipe.
– Temos de pensar uma bola por vez. A gente não vai fazer o 24º ponto antes de fazer o primeiro – completou Peu.