Nascido no bairro do Limão, na Zona Norte de São Paulo, em março de 1973, Fábio Paranhos Marcelino ganhou o apelido da mãe, Dona Florisdete. O sétimo dos oito filhos, segundo ela, parecia uma pinha. E foi isso que ela disse ao marido Leonardo quando viu o recém-nascido.
Em um vôlei diferente do atual, ele ficou conhecido por ser um “universal”, atleta que fazia mais do que uma posição. No caso de Pinha, fazia muito bem a saída de rede e a ponta.
No início dos anos 1990, ele passou pela Pirelli antes de chegar ao Minas. Em 95/96, pela Olympikus, foi campeão da segunda edição da Superliga. Nesta época, viveu seu principal momento na Seleção, disputando os Jogos Olímpicos de Atlanta-96 e jogando todas as demais competições relevantes da época, como a Liga Mundial (atual VNL) e o Sul-Americano.
Uma das primeiras oportunidades foi dadas por José Roberto Guimarães, em uma etapa da Liga Mundial em São Paulo, em 94. O Brasil era o campeão olímpico da época e todos os holofotes estavam naquele grupo. Em uma entrevista para a Folha de S. Paulo, ele disse ter virado o ídolo da família após a convocação. Fã de lambada, um ritmo famoso na ocasião, ganhou ainda o carinho das fãs.
“O assédio aumentou, mas está bem pouco ainda. Também não dá para disputar com Giovane, Tande e a turma toda. Mas com o tempo acho que consigo chegar lá (risos). Nunca havia ido para um treino com seguranças no ônibus. Isso me faz sentir uma pessoa realmente importante. Isso é muito legal”, contou.
Pinha ainda revelou quais eram as suas superstições:
“Não gosto de sexta-feira 13, dormir com a porta do guarda-roupa aberta, ver um sapato virado. Agora, desde que comecei a jogar na seleção tiro a minha correntinha com um crucifixo do pescoço e coloco na canela”
Em 2004, iniciou a trajetória no vôlei argentino. Por lá defendeu Sonder, Chubut e Tigre, seu último time na temporada 2009/2010. Pinha morreu aos 52 anos.