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Ran Takahashi fala sobre volta ao Japão, planos e mentalidade

Um dos grandes destaques do vôlei japonês, o ponteiro Ran Takahashi pretende ajudar ainda mais no desenvolvimento do vôlei local
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Após três temporadas na Itália, Ran Takahashi decidiu ouvir o coração e voltar para o Japão na temporada passada. E ele garante não se arrepender da decisão.

Em entrevista para a Federação Internacional de Vôlei (FIVB), o ponteiro do Suntory Sunbirds falou sobre o tema. Ele é um dos pilares locais dentro do projeto do Campeonato Japonês se transformar na principal liga de clubes do planeta até 2030.

– Jogar no Japão me permite sentir a energia dos torcedores de forma mais direta. Isso me levou a enxergar o esporte de uma perspectiva mais ampla, pensando em como posso elevar e contagiar ainda mais o mundo do vôlei japonês como um todo – disse Ran.

De acordo com o ponteiro, a volta para casa teve ainda um impacto grande no seu próprio jogo:

– Além dos aspectos técnicos, eu resumiria dizendo que desenvolvi um QI de vôlei mais alto. Sinto que ganhei muito mais inteligência na forma como encaro o jogo.

Ao pensar na influência que ele, a atenção de Ran se volta para jovens jogadores que o assistem de longe e se inspiram de alguma forma.

– Quero continuar transmitindo que o vôlei é um esporte cheio de sonhos. Quero ser uma fonte de esperança, para que até mais uma criança olhe para minhas jogadas e pense: ‘Quero subir naquele palco’ ou ‘Quero brilhar como profissional.’

Ponta em ação pela seleção japonesa (FIVB Divulgação)

INFLUÊNCIA DE UM GIGANTE

No Suntory, líder do Japonês 25/26, Ran Takahashi apontou uma grande referência para ajudar no desenvolvimento pessoal e profissional:

– Dima, o Dmitriy Muserskiy. Experimentar sua altura e poder avassaladores em primeira mão, e ver sua mentalidade de classe mundial, incluindo como ele muda de ritmo, foi incrível. Ter uma presença internacional como a dele por perto eleva meus próprios padrões.

Essa mudança de pensamento influenciou a forma como ele gerencia o equilíbrio em sua abordagem ao jogo. No nível profissional, a disciplina é constante e inevitável, mas o ponta japonês acredita que o desempenho também depende de manter um senso de liberdade dentro desses limites.

– Acima de tudo, trata-se de realmente aproveitar o vôlei do fundo do coração. Manter a disciplina é algo garantido para um profissional, mas acredito que, quando você tem espaço mental para se divertir, jogadas criativas que pegam o adversário de surpresa surgem naturalmente.

A liderança ganhou um significado mais claro à medida que seu papel dentro da equipe cresceu. Isso se reflete menos no que é dito e mais na forma como a responsabilidade é carregada.

– Acredito que é importante observar constantemente o ambiente com uma perspectiva ampla e liderar o time não apenas com palavras, mas através do meu jogo.

A VIDA ALÉM DO VÔLEI

Fora das partidas, Ran dá igual importância à recuperação física e mental. Afastar-se, diz ele, permite o retorno com foco e não com cansaço.

– Nos meus dias de folga, mergulho nas coisas que adoro para me renovar. Valorizo o equilíbrio entre ligar e desligar para poder voltar à quadra no dia seguinte com uma mentalidade renovada.

E o jogador apontou os caminhos escolhidos fora das quadras para desligar um pouco do vôlei:

– Música e anime. A música, em particular, mexe com minhas emoções, e muitas vezes encontro energia para enfrentar a adversidade por causa das tramas dos animes.

 

Tags: Japão

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