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Roberta vive momento especial na Seleção e explica evolução como levantadora

Aos 36 anos, Roberta vive fase de protagonismo na Seleção Brasileira e acredita que maturidade e leitura de jogo transformaram sua atuação.
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Aos 36 anos, a levantadora Roberta Ratzke vive uma nova fase na Seleção Brasileira. Depois de anos de concorrência e alternância na posição com Macris, a levantadora de 1,85m assumiu de vez o protagonismo na distribuição do Brasil no Sul-Americano Feminino de Vôlei 2026, no Rio de Janeiro, e reconhece estar atravessando um momento especial da carreira.

No Sul-Americano Feminino de Vôlei 2026, disputado no Rio de Janeiro, o novo status fica ainda mais evidente. Roberta é a referência da posição no grupo comandado por José Roberto Guimarães. A outra levantadora entre as 14 inscritas é Vivian, que vive sua primeira competição com a Seleção Brasileira adulta. Grávida, Macris foi cortada e ficou de fora do Sul-Americano.

Roberta revela mudança de postura na VNL

A consolidação acontece justamente em uma temporada na qual Roberta considera ter alcançado um nível de regularidade diferente. Depois de uma VNL em que comandou o Brasil até a medalha de prata, ela admite estar vivendo um dos melhores períodos da carreira.

“Acho que me encontro em um ano muito especial. Em questão da regularidade, acho que talvez postura ou a forma como eu joguei essa VNL. Acho que realmente todo mundo fala que, com o passar dos anos, vai ficando melhor para levantadora”, afirmou Roberta.

Para ela, no entanto, a evolução não passa apenas pela técnica. Aos 36 anos e com uma longa trajetória no vôlei internacional, Roberta aponta a maturidade para compreender o jogo e lidar com as cobranças como parte importante do processo.

“Essa posição de levantadora é difícil, mas talvez esses momentos de tranquilidade, de botar a cabeça no lugar, entender o jogo, acho que aceitar também ouvir muita coisa, digerir e conseguir transformar isso dentro de quadra.”

Apesar de reconhecer a fase especial, Roberta não demonstra acomodação com o novo momento.

“Então acredito, sim, que eu esteja num bom momento, mas nunca satisfeita. A gente sempre quer mais.”

Roberta vai jogar ao lado da Rosa no Japão

A experiência ajuda a explicar o papel que Roberta passou a exercer na Seleção. A levantadora acumula duas participações olímpicas, em Tóquio-2020 e Paris-2024, e construiu uma carreira de destaque no Brasil e no exterior. Revelada pelo Rio de Janeiro, passou também por Osasco, Pinheiros, São Caetano e Mackenzie no vôlei brasileiro e teve experiências importantes na Europa, incluindo temporadas na Polônia e na Turquia.

Na próxima temporada, Roberta terá uma nova experiência na carreira. A levantadora vai defender o Denso Airybees, do Japão, onde jogará ao lado da oposta Rosamaria, sua companheira de longa data na Seleção Brasileira. Será a primeira temporada de Roberta no vôlei japonês, depois de passagens pela Europa.

Jogar mais com as centrais é objetivo

Na Seleção, a maturidade também aparece na maneira como Roberta enxerga a distribuição do ataque. Uma das preocupações é evitar que o peso ofensivo fique concentrado nas jogadoras das extremidades. O uso das centrais, segundo ela, é uma arma que o Brasil vem tentando explorar cada vez mais.

“É para a gente tentar realmente não sobrecarregar ninguém. Especialmente nesse campeonato, me lembro muito do último Sul-Americano, a gente usou muito as centrais e isso funcionou bastante. Acho que na VNL isso já vinha funcionando bem na fase final e acho que é daí para frente.”

Brasil busca vaga olímpica

Invicto e líder do Sul-Americano Feminino de Vôlei 2026, o Brasil volta à quadra neste sábado (12/9), às 13h30, para enfrentar o Chile, no Maracanãzinho. A Seleção Brasileira encerra sua participação no domingo (13/9), às 12h, contra a Argentina, em um confronto que caminha para valer o título continental e a vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.

 

 

 

Tags: RobetaSeleção BrasileiraSul-Americano

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