Simplesmente o pentacampeonato mundial do projeto brasileiro mais vitorioso de todos os tempos no voleibol. Agora o Sada Cruzeiro divide com o próprio Trentino a liderança nas conquistas do principal torneio de clubes. E isso não é pouca coisa!
Me recordo, anos atrás, de escrever sobre uma conquista mundial anterior do Sada, ainda sob o comando de Marcelo Mendez, não tendo mais palavras para descrever os feitos celestes. Mas esse apetite voraz por novos títulos, agora com Filipe Ferraz, merece linhas atualizadas.
A atitude vencedora se renova a cada temporada. Alguns jogadores mudam, mas o pensamento é sempre o mesmo. E isso serve de combustível para esta máquina. Neste Mundial, eu tinha a sensação de que o protagonismo recairia sobre Douglas Souza, principal contratação para 24/25 para substituir Lopez. Errei. Vaccari saiu do banco, no decorrer da fase de grupos, para ajudar a mudar a cara do time. Os veteranos Wallace, Lucão e Otávio provaram, durante a campanha, que a idade é um detalhe no esporte atualmente.
E o que dizer de Matheus Brasília? Outro que chegou nesta temporada, carregando dúvidas de muitos torcedores. E teve uma atuação enorme, inclusive com ótimas passagens no saque nesta final.
Se alguém ainda quiser tentar diminuir a conquista, basta dizer que o Trentino, campeão da última Champions League, hoje manteve seus destaques, como Michieletto, Sbertoli e Lavia, do início ao fim. E perdeu! E talvez vá se arrepender por um longo tempo por não ter eliminado o Sada Cruzeiro na quinta-feira.
Por Daniel Bortoletto