– Paola é provavelmente a melhor atacante do mundo. Conheço-a muito bem, treinei-a durante três anos (no italiano Conegliano) e sei que jogadora ela é. Conheço-a muito bem também do ponto de vista humano, acho que ela está sofrendo com esta situação e sinto muito por ela. Acho que imaginar uma seleção sem Egonu é uma loucura – disse Santarelli em entrevista à imprensa italiana logo depois da vitória.
Egonu não disputou a VNL deste ano. Assim como outras jogadoras consideradas titulares, como a líbero Monica De Gennaro, Mazzanti resolveu priorizar o Europeu e o Pré-Olímpico e dar chance para jovens talentos. Até aí, tudo bem. O problema é que o Europeu começou e ele optou por escalar a oposta Antropova russa, naturalizada italiana, como titular. Contra a Turquia, no entanto, Egonu entrou no final do primeiro set para ajudar a virar a parcial e depois entrou em definitivo a partir da segunda parcial. Terminou a partida com 25 pontos, contra 26 da oposta Vargas, da Turquia. Na reta final do quarto set e no tie-break, no entanto, não recebeu muitas bolas.
Neste domingo, a Turquia tenta o inédito título europeu contra a Sérvia, a partir das 15h, em Bruxelas (BEL), com transmissão do Streaming da Confederação Europeia de Voleibol, da Star Plus, no Brasil e do canal no YouTube do Web Vôlei. A Sérvia eliminou a Holanda na outra semifinal. Antes, às 11h, Itália e Holanda disputam o bronze.
Aos 42 anos, Daniele Santarelli carrega no currículo cinco títulos de Campeonato Italiano consecutivos, quatro copas da Itália, cinco Supercopas, uma Liga dos Campeões e dois Mundiais de clubes pelo Conegliano, além do Mundial com a Sérvia no ano passado.