Daniele Santarelli deixou a quadra do Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, com um mix de sentimentos nesta quarta-feira (3/6). Orgulho pela luta do jovem time na vitória de virada sobre a República Dominicana e preocupação com o futuro.
– Quando escolhi essas jogadoras, eu sabia muito bem que enfrentaríamos dificuldades de tempos em tempos. Mas, ao mesmo tempo, eu acreditava que poderíamos fazer coisas boas. Desde o início, sabíamos que isso seria difícil porque o tempo de trabalho com essas jogadoras foi muito curto – disse.
– Muitas dessas jogadoras não conseguem jogar regularmente em seus clubes. Mesmo que estejam em bons times, na maioria das vezes não encontram tempo suficiente em quadra. Isso também não é uma situação ideal para o desenvolvimento. Mas, se queremos trazer algo novo ao vôlei turco e evoluir, precisamos aproveitar essa oportunidade. Por isso, tenho que aceitar alguns erros. Às vezes, vamos jogar muito mal, mas em outros momentos, seremos realmente muito bons.
Ciente das dificuldades, ele traçou uma meta de vencer duas partidas na primeira etapa da VNL. Com metade do objetivo alcançado, ele já planeja o próximo passo.
– Nosso objetivo é progredir e conquistar o maior número possível de vitórias. Eu havia dito que, se conseguirmos duas vitórias, isso seria um resultado muito bom. Espero que possamos alcançar isso – comentou.
– Agora temos pela frente dois adversários fortes. A Holanda, junto com a Itália, é um dos oponentes mais difíceis para nós. Depois, jogaremos contra a Bulgária. Talvez a Bulgária seja um time mais próximo de nós em termos de idade e experiência.