Fim da Superliga feminina 2025/2026. Agora o foco se volta todo para a Seleção. O técnico José Roberto Guimarães esteve no Ibirapuera, neste domingo (3/5), para observar de perto as jogadoras de Dentil/Praia Clube e Gerdau Minas e falou sobre o planejamento para este ano. Ele inclui a Liga das Nações (VNL) e o Sul-Americano, classificatório para os Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.
A principal novidade será a presença de uma Seleção B. Com ela em atividade, a comissão técnica quer observar de perto um leque maior de atletas.
Nesta semana um novo grupo de atletas será convocado, com início dos treinamentos no CT em Saquarema. Mas ainda sem muitos nomes que ganharão um período de folga após o encerramento dos compromissos com os respectivos clubes.
Zé Roberto explicou como funcionará o trabalho da Seleção B.
– Queremos ter as jogadoras mais perto, treinando, jogando… Neste ano elas vão jogar a Copa Pan-Americana e disputar amistosos na França. Objetivo de estar mais próximo das jogadoras que não estão na A neste momento, mas com possibilidade de subirem para a A. E assim as da A podem ir para B também. O importante é a oportunidade de montar dois elencos, que vão treinar próximos, sendo observados, com essa possibilidade de estar trocando jogadoras de uma seleção para outra – explicou Zé Roberto ao Web Vôlei.
PREPARAÇÃO PARA A VNL
Até agora, a Seleção feminina conta com apenas cinco jogadoras. As centrais Diana e Luzia e a líbero Marcelle foram convocadas, enquanto a levantadora Bruninha e a oposta Sabrina foram convidadas.
Com a primeira etapa da VNL sendo disputada em Brasília, existe a expectativa da torcida para saber quais nomes já estarão em ação na abertura da competição. O técnico citou nominalmente alguns nomes para explicar os cuidados necessários neste início de trabalho.
– A Gabi encerrou neste domingo a participação na Champions, a Kisy chegou faz pouco tempo da Rússia, Rosamaria jogou 44 jogos no Japão… Mas é preciso observar cada uma, individualizar a preparação, ter conversas individuais, deixar com que repousem.
Perguntado se a VNL será um laboratório para a classificatória olímpica no Rio de Janeiro, grande objetivo do ano, Zé Roberto respondeu:
– Não gosto de chamar de laboratório. Precisamos jogar bem a VNL, precisamos ganhar um título, uma VNL e pensar no classificatório para os Jogos Olímpicos, que como competição é sim o mais importante. Mas como são dois campeonatos, precisamos usar VNL como preparação, mas sem tirar o olho do pódio, tendo o nosso melhor elenco, assim que elas estiverem disponíveis e em um bom momento. E tomar cuidado muito grande para ninguém se machucar.