O Sesi SP está na final da Superliga Masculina pelo segundo ano consecutivo e pela quinta vez na sua história. O time do técnico Rubinho derrotou o Sesc RJ por 3 sets a 0 – com um triplo 25/21 -, na noite deste sábado, no Ginásio da Vila Leopoldina, em São Paulo (SP), em 1h24min de partida, e fechou a série melhor de cinco das semifinais da competição em três jogos. Os paulistas venceram o primeiro confronto, semana passada, em casa, por 3 a 0 e ganharam o segundo duelo, quarta-feira, por 3 a 2, de virada, no Rio de Janeiro (RJ).
A equipe de São Paulo aguarda agora a definição do seu adversário na final, que sairá do confronto entre EMS/Taubaté/Funvic e Sada/Cruzeiro. Os dois times se enfrentam daqui a pouco, às 21h30, no Ginásio do Riacho, em Contagem (MG), pelo terceiro confronto da série. Os paulistas vencem o playoff por 2 a 0 e também têm a chance de se garantir na decisão já neste sábado.
O oposto Alan, do Sesi, foi o maior pontuador da partida, com 18 pontos e foi eleito o melhor jogador da partida, ficando com o troféu VivaVôlei. Pelos donos da casa, o ponteiro Lipe e o central Gustavão marcaram 8 pontos cada um. Lucas Lóh marcou 6, e o central Éder, 5.
Pelo Sesc RJ, o maior pontuador foi Wallace, com apenas 10 pontos, muito abaixo da pontuação que costuma fazer. Os centrais Aracaju e Maurício Souza marcaram 7 pontos cada um e o ponteiro Penchev, 6.
Alan ficou com o VivaVôlei (Divulgação)
Venceu a equipe de melhor campanha na primeira fase da Superliga. O Sesc RJ chegou a estar na frente em alguns momentos no primeiro set – quando abriu três pontos de vantagem -, e no terceiro, mas prevaleceu a melhor organização tática do rival, com um saque mais potente e um bloqueio eficiente que, amortecia as bolas para os contra-ataques com Alan, em noite inspiradíssima.
Dono do troféu VivaVôlei, o oposto comentou o bom momento do Sesi SP.
“Nossa equipe está vindo muito bem, nos último jogo eu não fui bem e o pessoal do banco entrou e deu conta do jogo. Hoje conseguimos impor nosso jogo. A equipe chega fortalecida para a final”, disse Alan.
Sobre o adversário na final, ele espera que vença o melhor na outra semifinal.
“Que ganhe o mais forte lá (entre Sada/Cruzeiro e Taubaté) e que a gente consiga fazer um bom jogo contra quem for”, disse.
Alan falou também de Seleção Brasileira.
“Claro que penso em Seleção, mas agora é hora de focar nas finais”, disse.
Maurício Souza ataca (Caio Rocha)
O central Maurício Souza, do Sesc RJ, campeão olímpico nos Jogos do Rio-2016, admitiu que se despede do playoff com o gosto de que o Sesc poderia ter jogado melhor a Superliga, e lamentou as lesões da equipe na fase classificatória – dos ponteiros Penchev e Maurício Borges. O jogador, que está de saída do clube carioca – vai defender o Taubaté na próxima temporada -, comentou o resultado.
“Fica a sensação de que poderíamos ter feito mais. Agora é sentir essa dor e aprender com tudo que aconteceu, com os nossos erros. Foi mérito do Sesi. Eles sacaram muito bem, pararam nossos ataques e o William faz muita diferença ali na mão. Eles foram melhores hoje. Eu não saio com a sensação de dever cumprido. Nossa temporada foi trágica, tivemos muitas lesões. Só agora nas finais conseguimos contar com a equipe completa. É muito difícil. O Sesi manteve o padrão, a equipe. Mas eu estou feliz porque tivemos muita dificuldade na temporada, viemos de muitas derrotas, e conseguimos de passar pelo Minas e chegar às semifinais. Mas poderíamos ter feito mais com o que tínhamos”.
O Sesi chega à sua quinta final de Superliga (Divulgação)
O líbero Murilo destacou a boa vitória do Sesi sobre o Sesc RJ no Rio, quarta-feira, por 3 a 2.
“Nos credenciamos para jogar a final, vai ser muito mais difícil que essa fase, o adversário que vier de lá vai ter o mesmo objetivo da gente, que é ser campeão da Superliga. Conseguimos virar um jogo lá no Rio contra o Sesc e ter tranquilidade para decidir no tie-break na casa do adversário. É essa atitude que podemos fazer. A gente não tem como escolher adversário. Quem erra menos tem mais chance de ganhar o jogo. É saber dosar, com inteligência, com habilidade. Estamos falando de Cruzeiro, multicampeão e o Taubaté, que tem um elenco excepcional. Venha quem vier, vai ser uma batalha muito boa de se jogar, um espetáculo muito bom para o público”, completou o líbero do Sesi.
Maior pontuador da Superliga, o campeão olímpico Wallace comentou a eliminação.
“Acho que foi um ano atípico, meu primeiro ano no Sesc. As lesões não são uma desculpa, mas atrapalharam. Fizemos um excelente primeiro turno e no segundo tivemos derrotas para equipes que não estavam no nosso script. Mas acho que dá para tirar de bom as quartas de fina contra o Minas, uma equipe chata de jogar… No primeiro jogo da semi, aqui, não jogamos bem… levamos a virada em casa…. Fica uma sensação de um pouco frustração. Agora é que conseguimos jogar mesmo com a equipe titular com Borges e Penchev, mas isso não é desculpa. O Sesi fez por onde”, disse oposto.
O Sesi chega à segunda final consecutiva da Superliga (Caio Rocha/Divulgação)
Sobre as finais, ele disse que via torcer para o amigo compadre Lucas Lóh.
“Vou torcer para os meus amigos, o Lóh… vamos ver quem vem lá do outro”, completou o jogador. Lucas Lóh é padrinho do filho de Wallace, Max.