Sem atuar desde a eliminação do Brasil na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, ela não esconde a empolgação. Mas sabe que precisa ter calma para não queimar etapas.
– Agora tenho de ter paciência. Foram três anos parada. Tem de ser passo a passo. Estou dando o primeiro. Faço, agora, no máximo, uma hora e meia de exercícios. Preciso recuperar massa muscular. Tenho a vantagem, pela constituição física, de não ganhar peso. Por enquanto, faço minha recuperação física pela manhã, que é mais fácil, pois as meninas dormem. Creio que dentro de um mês e meio, quando as outras jogadoras se apresentarão, estarei pronta para acompanhar o ritmo delas – disse Sheilla em entrevista ao “Estado de Minas”.
Sheilla não esconde que voltar a jogar em alto nível está nos planos para possibilitar uma nova chance na Seleção Brasileira.
– Eu quero jogar bem. Isso vem em primeiro lugar. Mas penso também em voltar à Seleção Brasileira e, quem sabe, disputar mais uma Olimpíada. Eu me despedi em 2016. Minha última competição foi a Olimpíada do Rio. Acho que terei condições de realizar mais esse sonho – revelou.
Sobre o Brasil na atual Liga das Nações, ela vê muita possibilidade de crescimento com o retorno de atletas mais experientes.
– O time é muito novo. Precisa jogar. Tem sustentação na Natália, Gabi e Tandara. Se precisarem de mim, se precisarem, quero estar pronta.
A dupla da Seleção deixou o Minas após a Superliga (Divulgação CBV)
Sobre o novo time do Minas, ela deixa uma mensagem otimista aos torcedores:
– Saíram jogadoras importantes, como Natália e Gabi. Mas o Minas continua forte e não digo que somos favoritas ao título, mas estamos entre as candidatas ao troféu de campeão. E tem também o Mundial. Esse título o Minas ainda não tem. Vamos atrás. O grupo de jogadoras é muito forte e tem condições para isso.