A oposta polonesa Malwina Smarzek abriu o coração sobre um problema sério, nesta quinta-feira (26/12), com uma postagem nas redes sociais: as dificuldades encontradas por ela para enfrentar a depressão.
A jogadora de 28 anos, atualmente defendendo o Pinerolo, da Itália, vestiu a camisa do Osasco/São Cristóvão Saúde na temporada 2022/2023 e soma passagens por Novara (ITA), Chemik Police (POL), Lokomotiv Kaliningrado (RUS) e seleção polonesa por vários anos.
“Sei que hoje ainda é feriado, mas é um dia muito importante para mim e gostaria de partilhar algo com vocês. E não é nada fácil para mim mas vamos em frente. Hoje faz 5 anos desde que senti pela primeira vez que ataques de pânico entraram na minha vida. E o quanto eles foram ignorados por aqueles que me rodeiam. Lembro-me de como me senti incompreendida, ignorada às vezes. Nos últimos 3 anos, lutei contra a depressão, que tem sido a minha sombra, acompanhando-me nos meus momentos mais sombrios. Eu me senti sozinha, sobrecarregada e impotente. Cada dia era uma luta, e um esporte que um dia me deu alegria tornou-se uma tortura sem fim. Vencendo a depressão com minha paixão, que não era mais paixão. Geralmente ir a um jogo me custou mais força do que eu tinha. Muitas vezes tive que me forçar a fazer exercícios, mesmo quando um estúpido banho ou tomar café da manhã era um desafio. Medo de ser julgado, me sentir desvalorizado e insegurança eram meus companheiros no tribunal. No entanto, eu sabia que tinha que lutar – se não fosse por esporte que então fosse por mim. Na minha cabeça acabei com a minha carreira muitas vezes. Hoje, dois anos desde os meus últimos pensamentos suicidas, gostaria de destacar a importância da saúde mental para ser levada tão a sério quanto a saúde física, especialmente no mundo dos esportes”, revelou Smarzek.


