A Superliga Masculina de vôlei entrou em sua fase decisiva. A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) divulgou a tabela oficial das quartas de final da temporada 2024/2025, confirmando os confrontos que vão agitar os próximos dias do calendário esportivo. E, claro, os fãs da modalidade já estão aproveitando o código Betano para dar os seus palpites.
Entre os classificados estão potências como Sada Cruzeiro, Minas, Sesi Bauru e Praia Clube. As quartas reúnem tanto os tradicionais postulantes ao título quanto projetos que buscam surpreender e mudar o roteiro previsto. E se há algo que a Superliga já ensinou, é que favoritismo não ganha jogo. Muito menos campeonato.
A competição, em seu formato atual, existe desde 1994. Foi nesse ano que a Superliga foi oficializada, com calendário definido, organização nacional e estrutura consolidada. Antes disso, outros campeonatos nacionais já eram disputados, como o Campeonato Brasileiro de Clubes, que também teve sua importância histórica. No entanto, foi a partir dos anos 90 que o voleibol brasileiro entrou de vez nos lares do país, com transmissão, patrocínio e o crescimento de público.
Mesmo com a presença constante de clubes de grande orçamento, a história da Superliga também registra conquistas improváveis — zebras que driblaram as estatísticas e subiram ao lugar mais alto do pódio. Confira agora as campanhas que desafiaram a lógica e mudaram a paisagem do vôlei nacional.
Frangosul/Ginástica (1994/1995)
A primeira edição da Superliga já chegou com roteiro de surpresa. O Ginástica, de Novo Hamburgo, do Rio Grande do Sul, conquistou o título nacional superando equipes mais estruturadas e favoritas, como Suzano e Minas. Em um período em que o voleibol brasileiro ainda dava os primeiros passos rumo à profissionalização plena, o título gaúcho mostrou que o imponderável pode, sim, decidir um campeonato.
Ulbra (1997/1998 e 1998/1999)
A Ulbra, equipe de um projeto universitário também do Rio Grande do Sul, foi além: venceu duas edições consecutivas da Superliga, deixando para trás adversários mais experientes e com maior investimento. O sucesso veio de um projeto sólido, com base formadora forte e investimento estratégico. A Ulbra virou referência e colocou as instituições de ensino superior no mapa das grandes campanhas esportivas nacionais.
Unisul (2003/2004)
Santa Catarina também viveu seu conto de fadas esportivo. A Unisul, representando o estado no cenário nacional, ergueu o troféu da temporada 2003/2004 com uma campanha segura e de alto nível. Sem grandes estrelas no elenco, a equipe venceu pela organização, preparo físico e consistência. É considerada até hoje uma das conquistas mais marcantes da história recente da competição.
Cimed/Florianópolis (2005/2006)
Outro exemplo que virou símbolo: a Cimed. Na temporada 2005/2006, em sua estreia na elite, o time catarinense superou favoritos e conquistou o título logo de cara. Comandado por Marcos Pacheco e com um elenco que mesclava juventude e ousadia – incluindo um jovem Bruninho -, a Cimed iniciou ali uma era de protagonismo. Foram quatro títulos em seis anos, com o primeiro vindo como uma autêntica zebra que virou potência.
Vôlei Futuro (2011/2012)
A campanha do Vôlei Futuro em 2011/2012 foi histórica. A equipe de Araçatuba chegou até a final da Superliga, após eliminar grandes favoritos pelo caminho, incluindo o Sesi na semifinal, com atuações consistentes. Liderado por nomes como Lorena, Ricardinho e Michael, e com o apoio apaixonado da torcida no Ginásio Plácido Rocha, o time protagonizou uma trajetória marcada por superação e ousadia. A decisão foi contra o poderoso Sada Cruzeiro, que acabou vencendo por 3 sets a 1. Mesmo sem o título, o Vôlei Futuro entrou para a história como um dos times do interior paulista a alcançar a decisão da Superliga masculina.